segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Imigrações atuais no Brasil



IMIGRAÇÕES ATUAIS NO BRASIL
GEOGRAFIAAs imigrações atuais no Brasil vêm expandindo-se exponencialmente ao longo dos últimos anos, revelando um novo cenário demográfico no país.



A história sempre narrou diversos ciclos de imigrações para o Brasil, seja durante o período de colonização, seja durante os tempos posteriores. Ao longo dos séculos, vários povos ocuparam o nosso país, a maioria formada por europeus, mas também chineses, japoneses, latino-americanos, entre outros. No entanto, podemos dizer que o Brasil vive um novo momento no que diz respeito ao tema das imigrações internacionais.

Ao longo dos últimos anos, houve um movimento crescente de grupos estrangeiros no Brasil, advindos tanto de países desenvolvidos quanto de países subdesenvolvidos. Segundo dados do Conare (Comitê Nacional para Refugiados) e do Ministério da Justiça, só entre os anos de 2010 e 2012, o número de pessoas pedindo refúgio para o Brasil triplicou.

A tendência é que as imigrações atuais no Brasil continuem aumentando, sobretudo de populações advindas de países subdesenvolvidos ou com uma precária situação econômica, além de povos de regiões marcadas por grandes conflitos, com destaque para povos da Palestina.


Nos últimos anos, uma grande leva de haitianos veio para o Brasil, através da Amazônia, em busca de emprego e melhores condições de vida. Durante a Copa do Mundo de 2014, o mesmo processo ocorreu, destacando-se os imigrantes oriundos de Gana, que se deslocaram para o Brasil em função do torneio, mas não retornaram para o seu país de origem. Outros países que se destacaram no envio de imigrantes foram Bangladesh, Senegal, Angola, entre outros.

Da mesma forma que o número de estrangeiros no Brasil vem aumentando, o número de brasileiros no exterior vem diminuindo. Entre 2004 e 2012, a presença de brasileiros fora do país caiu pela metade, de 4 milhões para 2 milhões, com o principal destino de moradia sendo Portugal.

O que se percebe é que as recentes evoluções do Brasil no cenário econômico, além da relativa prosperidade dos países emergentes frente à crise financeira no mundo desenvolvido, vêm contribuindo para que países em desenvolvimento – principalmente os do grupo do BRICS – tornem-se lugares atrativos para as rotas migratórias internacionais.

Mas a expansão das imigrações atuais no Brasil vem acompanhada por uma série de fatores, a saber:

a) aumento da xenofobia: o Brasil, apesar de sua internacionalmente reconhecida receptividade, vem aumentando os casos de xenofobia, sobretudo para com as populações advindas de países subdesenvolvidos. Para parte da população, os grupos estrangeiros trazem doenças, “roubam” vagas de empregos e “ameaçam” a identidade cultural do país. O curioso é que esses argumentos são semelhantes aos impostos aos brasileiros no exterior, notadamente na Europa.

b) condições de vida precárias: muitos dos estrangeiros no Brasil sofrem com as precárias condições de vida que aqui encontram, sobretudo no momento em que chegam, quando ainda não dispõem de emprego, moradia, comida e dinheiro, além de sequer conhecerem o idioma português. Isso demanda maiores esforços das autoridades para atender as necessidades básicas desses povos, a fim de que condições básicas de direitos humanos sejam cumpridas. Não são poucos os casos de trabalhos análogos ao escravo praticados no país, sobretudo com migrantes haitianos na região Norte.


Imigrantes haitianos alojados em um abrigo improvisado no Acre, em janeiro de 2014 *

c) aumento do tráfico de pessoas: com o Brasil tornando-se um novo centro de atração de imigrantes ilegais, aumenta o número de tráfico de pessoas. Atualmente, os principais esforços do governo brasileiro é de investigar e punir a prática desses grupos, que além de cobrarem alto pela “ajuda” na imigração ilegal, cometem vários crimes contra os direitos humanos durante o percurso.

Muitas pessoas imaginam que os imigrantes sejam prejudiciais para a economia, sobretudo no sentido de elevar o desemprego, mas isso não é totalmente uma verdade. Em muitos casos, registra-se a presença de imigrantes com formação em nível superior ocupando cargos que muitas vezes ficam ociosos por aqui por falta de capacitação técnica, embora o número de pessoas com formação superior no Brasil tenha aumentado significativamente na última década. Além disso, mesmo com o aumento de imigrantes, o desemprego no Brasil vem caindo nos últimos tempos.

Apesar de ser necessário o estabelecimento de um maior controle sobre o número de imigrações atuais no Brasil, além de um maior empenho no combate a quadrilhas de tráfico de pessoas, é preciso também atender as necessidades básicas daqueles que aqui chegam. Um exemplo é o caso dos migrantes advindos do Haiti: eles não poderiam permanecer no Brasil segundo nossas leis de imigração, mas muitos receberam vistos humanitários, haja vista que uma deportação em massa e imediata poderia transformar-se em um terrível crime de violação aos Direitos Humanos.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Canadá receberá 300 mil imigrantes ao ano a partir de 2017

France Presse
Canadá receberá 300 mil imigrantes ao ano a partir de 2017
Justificativa é a pressão econômica ligada ao envelhecimento de população.
Mais da metade será de solicitante de empregos; meta inclui refugiados.

Da France Presse

O Canadá começará a receber um mínimo de 300 mil imigrantes anualmente a partir de 2017 para diminuir a pressão econômica, vinculada ao envelhecimento da população, anunciou nesta segunda-feira (31) o ministro da Imigração, John McCallum.


A cifra, alinhada ao incomum alto número de imigrantes recebidos este ano, está, no entanto, muito abaixo das expectativas depois que um informe na semana passada sugeriu um aumento de 50%, ou seja, até 450 mil imigrantes anualmente.


Se o plano for aplicado, o Canadá estará em vias de triplicar sua população no fim deste século.


"Em 2016, saltamos para 300 mil em grande medida como consequência das nossas ações especiais com relação aos refugiados sírios", disse McCallum.


"O que estou anunciando hoje é que em 2017 fixaremos a cifra de 300 mil como permanente, e se tornará a base do crescimento futuro da imigração", disse, acrescentando que a taxa está "40 mil acima da norma histórica".


Mais da metade dos recém-chegados serão solicitantes de emprego e investidores.


O restante dos recém-chegados inclui cônjuges, filhos ou pais de cidadãos naturalizados, refugiados e outros aceitos por razões humanitárias.


A grande afluência de imigrantes este ano foi especialmente impulsionada pelo reassentamento urgente de 30 mil refugiados sírios em situação desesperadora.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Saiba como conseguir a cidadania italiana no Brasil


Saiba como conseguir a cidadania italiana no Brasil
O primeiro passo é entrar com um pedido de solicitação do reconhecimento em um Consulado Italiano que atende ao seu Estado
Por Da Redação
access_time27 jun 2015, 12h24 - Atualizado em 6 dez 2016, 15h59chat_bubble_outlinemore_horiz


Saiba como conseguir a cidadania italiana no Brasil (iStock/Getty Images)

A Itália é um dos países que reconhecem a cidadania pelo conceito de jus sanguini, ou seja, o direito de sangue. Isso significa que brasileiros que tenham descendência italiana podem requerer pela dupla-cidadania independente se são filhos, netos, bisnetos ou mesmo tataranetos de italianos.


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Para conseguir a dupla-cidadania não há limite de gerações, no entanto, há algumas questões de gênero. Caso os ascendentes forem todos homens, não há problemas, mas, se for mulher, é preciso que seus filhos tenham nascido após 1948. Isso porque, segundo a legislação italiana, as mulheres não podiam transmitir sua nacionalidade para filhos ou maridos. Essa lei vigorou em países ocidentais até recentemente, mas caiu na França em 1973, na Alemanha em 1979, na Itália e Espanha em 1983.

O primeiro passo para conseguir cidadania italiana é procurar pelo Consulado Italiano que atende ao seu Estado e entrar com um pedido de solicitação do reconhecimento. Confira todas as informações necessárias para conseguir a cidadania italiana aqui no Brasil:


1. Quem tem direito à cidadania



(iStockphoto/Getty Images)


Todos aqueles que forem descendentes de italianos têm direito à cidadania, mas existem algumas limitações quanto à transmissão pela linha materna – apenas os nascidos após 1948 têm o direito. Filhos nascidos de união não matrimonial, casos de reconhecimento de paternidade ou maternidade durante a minoridade do filho e adoção estão inclusos no direito de cidadania. Casamentos de mulheres com descendentes de italianos também dão à mulher o direito a cidadania. Já os homens não poderão ter a dupla-cidadania reconhecida se se casarem com italianas ou descendentes de italianos(as), somente os filhos deste casal poderão ter o reconhecimento. Os homens, neste caso, podem requerer a naturalização italiana.


Filhos de italianos naturalizados brasileiros – A naturalização brasileira do ascendente italiano não impede que seus descendentes tenham a cidadania italiana, desde que sua naturalização tenha ocorrido depois do nascimento dos filhos.

2. Quais são os documentos necessários



(Ciro Fusco/EFE)

Para os filhos de italianos é preciso certidão de nascimento, certidão de casamento, certidão de óbito (caso ascendente tenha falecido) e carteira de identidade original do pai ou mãe e requerente. Para os netos, bisnetos ou trinetos de italianos, basta a certidão de nascimento, certidão de casamento, certidão de óbito (caso o ascendente seja falecido) e a certidão de naturalização (caso exista) de todos os ascendentes da família.

Cidadania herdada via casamento – se o matrimônio ocorreu antes de janeiro de 1983 a transferência se dará de forma automática. Nas cerimônias realizadas após esta data é necessário aguardar três anos para solicitar o título. Os documentos necessários são a certidão de nascimento, certidão de casamento e carteira de identidade do cônjuge.

3. Como funciona o processo


(iStockphoto/Getty Images)

Depois de descobrir se possui direito à cidadania italiana e reunir todos os documentos é preciso entrar na fila do Consulado Italiano que atende o seu Estado e aguardar uma convocação. Caso todos os documentos estejam corretos, os consulados convocam os requerentes para uma inscrição no cadastro consular. Após a conclusão do processo, os novos cidadãos italianos podem agendar a emissão do passaporte italiano.

4. Quanto tempo demora e quanto custa


(iStockphoto/Getty Images)

A aquisição da cidadania italiana no Brasil, junto ao Consulado Geral da Itália, pode demorar de 5 a 10 anos e os custos podem variar de entre os diferentes casos (dependendo do número de certidões que o processo exige), mas em média os requerentes gastam menos de 5.000 reais. As despesas envolvem burocracias como a emissão e retificações de documentos e traduções juramentadas.


5. Quais são os benefícios



(Paulo Pinto/Fotos Públicas)

Ao adquirir a cidadania italiana o cidadão poderá desfrutar dos mesmos privilégios e obrigações de uma pessoa nascida na Itália, podendo residir no país e usufruir de direitos como moradia, estudo, lazer e assistência médica. Os novos cidadãos têm direito, inclusive, à aposentadoria, depois de atendidos os requisitos legais (trabalho registrado, pagamento de contribuições e tempo de serviço, por exemplo).

Entre as facilidades, está o direito de entrar a residir legalmente em qualquer um dos outros 27 da União Europeia, além de permitir que sejam feitas viagens sem visto para Estados Unidos, Canadá, Austrália, Japão e outros países. A cidadania também poderá ser transmitida aos descendentes.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Sabia que Donald Trump é descendente de um imigrante ilegal?


O avô do recém eleito presidente dos Estados Unidos era natural da Alemanha
por João Paulo Martins



O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, apesar do discurso contra a imigração ilegal, é neto do alemão Frederick Trump (dir.), que imigrou clandestinamente para Nova Iorque (foto: Facebook/DonaldTrump/Reprodução e Wikimedia/Reprodução)

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Em meio à "expectativa" pelo governo do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, especialmente em relação à política externa, já que, durante a campanha eleitoral, ele disse que construirá um muro na fronteira americana com o México, uma notícia está chamando a atenção do mundo: o avô paterno do magnata foi um imigrante alemão ilegal.

Pouca gente sabe, mas Frederick Trump, avô por parte de pai do novo presidente dos EUA, nasceu na cidade de Kallstadt, na região de Pfalz, no sudoeste da Alemanha, em 1869. Aos 16 anos, para fugir da convocação do exército alemão, ele emigrou clandestinamente com a família para Nova Iorque, onde começou a trabalhar como barbeiro. Mais tarde, no início do século XX, o milionário Frederick tentou voltar para sua terra natal, mas não foi autorizado a entrar.

"Nos últimos meses, desde que Trump se tornou candidato oficial do Partido Republicano, a imprensa tem demonstrado um grande interesse pela cidade. Isso nunca aconteceu antes", diz o agente de viagens Jorg Derr, que mora em Kallstadt, em entrevista à agência russa de notícias Sputnik. Segundo Derr, a pequena cidade alemã produtora de vinhos, que tem cerca de 1,2 mil habitantes, vem recebendo telefonemas de jornalistas de diversas partes do mundo. "Assim como grande parte da população, pensei que a movimentação cessaria após o fim das eleições. Porém, agora, parece que isso não vai mais acabar", completa o agente de viagens.

Jorg Derr conta que a casa que pertenceu à família Trump é bem simplória e não tem nada a ver com a pompa atual da família do magnata do ramo imobiliário. O compatriota de Frederick disse à Sputnik que a população de Kallstadt não ficou muito feliz com as declarações de Donald Trump durante a campanha à Casa Branca. Porém, ele acredita que o novo presidente americano não fará as "loucuras" que divulgou enquanto era candidato. "Se ele for um presidente digno de respeito, talvez iremos incluir novamente o nome de Trump na rota turística de Kallstadt", afirma Derr.

Apesar da resistência da cidadezinha com o "descendente" polêmico, muitos jornalistas alemães já apelidaram o local de "Vila Trump" e "Trumpstadt".

(com Agência Sputnik)

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

ONU diz que 2016 será ano com mais mortes de imigrantes no Mediterrânio


ONU diz que 2016 será ano com mais mortes de imigrantes no Mediterrâneo
De janeiro até outubro, pelo menos 3.740 imigrantes morreram na travessia.
Durante todo ano de 2015, foram registradas 3.771 mortes no Mediterrâneo

De janeiro até outubro, 327.800 tentaram chegar à Europa pelo Mediterrâneo (Foto: Aris Messinis/AFP)

IMIGRANTES
Milhares morrem no Mediterrâneo

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De janeiro até outubro, pelo menos 3.740 imigrantes morreram ao tentar atravessar o Mar Mediterrâneo, um número que supera as 3.175 vítimas do mesmo período de 2015 e transformará 2016 no ano com mais mortes na travessia rumo à Europa, alertou a ONU.

O alto número de mortes contrata com a forte queda da quantidade de pessoas que cruzou o Mediterrâneo nos últimos dez meses: 327.800 em 2016 contra 1.015.078 em 2015, de acordo com dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur).

Durante todo ano de 2015, foram registradas 3.771 mortes no Mediterrâneo, embora se saiba que o número real foi muito superior.

Os dados divulgados pela ONU mostram que uma em cada 88 pessoas que tentaram chegar à Europa pelo Mediterrâneo acabou morrendo, um número muito maior do que o de 2015, quando se registrou uma vítima a cada 269 imigrantes que completaram a travessia.

Se consideradas apenas as mortes ocorridas na rota entre Líbia e Itália, a taxa sobe para uma vítima a cada 47 pessoas que chegam ao fim do percurso. O uso desse caminho é exatamente uma das principais causas do aumento dos incidentes fatais, já que ele é mais longo e perigoso do que o trecho entre Turquia e Grécia, mais usado em 2015.

Além disso, outra das causas é que as embarcações usadas para realizar as travessias são cada vez mais precárias e, ao mesmo tempo, os traficantes de pessoas as enchem além do limite.

"Outra mudança de tática que detectamos nos últimos meses é que os traficantes estão enviando várias embarcações repletas de imigrantes ao mesmo tempo, complicando o trabalho das equipes de resgate que têm que salvar milhares de pessoas ao mesmo tempo", disse o porta-voz da Acnur, William Spindler.

Por causa disso, a Acnur voltou a pedir mais uma vez que as autoridades criem novas formas para que as pessoas migrem legalmente à Europa para reduzir as perigosas travessias.
Menina chora enquanto é passada de colo durante resgate de migrantes no Mar Mediterrâneo feito pela Cruz Vermelha italiana, no dia 20 de outubro (Foto: Yara Nardi/Italian Red Cross/Reuters)

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

Trump promete deportação imediata de até 3 milhões de imigrantes


Trump promete deportação imediata de até 3 milhões de imigrantes
Fala foi dita durante entrevista à 'CBS' que irá ao ar neste domingo (13).
Donald Trump diz que vai pegar criminosos e 'fazer com que sejam presos'.

Donald Trump discursa após ser declarado vencedor nas eleições, em Nova York, na madrugada de quarta (9) (Foto: Reuters/Carlo Allegri)

Donald Trump cumprirá com sua promessa de deportar milhões de imigrantes sem documentos dos Estados Unidos, afirmou o presidente eleito em uma entrevista que será transmitida neste domingo (13) no programa "60 Minutes" da rede "CBS". Segundo Trump, até 3 milhões de pessoas serão deportadas depois que ele assumir o cargo.

TRUMP PRESIDENTE
Republicano vence disputa nos EUA

vitória surpreendente
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apuração completa
primeira-dama
análise: faltou emprego
como afeta o brasil?
reação dos mercados
repercussão política
cobertura em tempo real
trajetória em fotos

Em outro trecho da entrevista, Trump falou de sua proposta de construir um muro na fronteira com o México. Ele afirmou que algumas áreas da prometida divisão poderão ser erguidas usando cercas.

11 milhões de imigrantes ilegais
Durante a campanha à presidência dos EUA, Trump prometeu banir os muçulmanos e expulsar todos os imigrantes ilegais que já estão nos EUA, cerca de 11 milhões de pessoas, afirmando que aqueles que comprovarem ser "boas pessoas" serão aceitos de volta de forma legal.

"O que iremos fazer é pegar essa gente que é criminosa e tem fichas criminais, membros de gangues, traficantes, que totalizam 2, talvez 3 milhões. E vamos tirá-los do país ou fazer com que sejam presos", declarou Trump em um trecho veiculado da entrevista à "CBS".

O presidente eleito dos EUA também afirmou que "depois que a fronteira estiver segura", oficiais da imigração irão fazer uma determinação sobre as pessoas que são "fantásticas".

Muro na fronteira
Outra proposta polêmica de Trump foi a defesa da construção de um muro na fronteira com o México para impedir a entrada de imigrantes nos EUA. No dia em que apresentou sua candidatura, ele disse:

"Quando o México manda gente para os EUA, eles não estão mandando os melhores... Eles estão mandando pessoas que têm muitos problemas e estão trazendo esses problemas para nós. Eles estão trazendo drogas, estão trazendo crime, estão trazendo estupradores, e, alguns, presumo, são boas pessoas".

Na entrevista à "CBS", Trump comentou que aceitaria usar cercas ao invés de muro "em algumas áreas", mas que em outras "um muro é mais apropriado. Sou muito bom nisso. Chama-se construção. Pode haver algumas cercas".

Outras propostas feitas pelo republicano foram o fim do "Obamacare" (programa de saúde criado por Obama), o aumento dos impostos de empresas que deixarem o país e a ampliação dos poderes dos donos de armas que querem se defender.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Países de língua portuguesa buscam livre circulação de cidadãos


Países de língua portuguesa buscam livre circulação de cidadãos
A proposta, apresentada por Portugal, foi acolhida por todos os demais integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP)
Por Estadão Conteúdo



Portugal: ministérios envolvidos trabalharão para concretizar esse objetivo até a próxima cúpula (Jamie McDonald/Getty Images/)

Brasília – Os países de língua portuguesa vão trabalhar para concretizar, num prazo de até dois anos, um acordo que permita a seus cidadãos residirem, trabalharem e terem portabilidade de direitos sociais. Ou seja, será possível a um brasileiro morar e trabalhar em Portugal, por exemplo.

“A ideia é permitir não apenas a estudante, mas a todo cidadão, circular no espaço da comunidade de países de língua portuguesa”, disse nesta terça-feira, 1º de novembro, o presidente de Portugal, Marcelo Rebelo de Sousa. Ele explicou que será possível residir e trabalhar, mas será necessário discutir situações específicas, e ver a equivalência de títulos acadêmicos e profissionais.

A medida se estende a direitos sociais, como, por exemplo, a previdência. Desta forma, um brasileiro que trabalha em Portugal poderia contar com os anos de trabalho (em qualquer dos países) para a sua aposentadoria global, explicou.

A proposta, apresentada por Portugal, foi acolhida por todos os demais integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) na reunião que se encerrou nesta terça no Palácio do Itamaraty. O documento da declaração final do encontro diz que os ministérios envolvidos trabalharão para concretizar esse objetivo até a próxima cúpula, daqui a dois anos, em Cabo Verde.

A CPLP é formada por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.