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sexta-feira, 26 de maio de 2017

Projeto da nova Lei de Migração segue para sanção presidencial


Para o relator do texto em Plenário, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), a antiga lei era defasada e enxergava o migrante como uma ameaça
Waldemir Barreto/Agência Senado›


O Senado aprovou nesta terça-feira (18) o projeto da nova Lei de Migração, que define os direitos e os deveres do migrante e do visitante no Brasil; regula a entrada e a permanência de estrangeiros; e estabelece normas de proteção ao brasileiro no exterior. O texto analisado pelos senadores foi um substitutivo (texto alternativo) apresentado pela Câmara dos Deputados ao projeto original do Senado (SCD 7/2016 ao PLS 288/2013). O projeto agora depende da sanção presidencial para virar lei

A proposição estabelece, entre outros pontos, punição para o traficante de pessoas, ao tipificar como crime a ação de quem promove a entrada ilegal de estrangeiros em território nacional ou de brasileiro em país estrangeiro. A pena prevista é de reclusão de dois a cinco anos, além de multa.

O texto também concede anistia na forma de residência permanente a alguns imigrantes. A regra é válida para imigrantes que entraram no Brasil até 6 de julho de 2016 e que fizerem o pedido até um ano após o início de vigência da lei, independente da situação migratória anterior.
Moradia

De acordo com o projeto, a moradia no Brasil é autorizada para os casos previstos de visto temporário e também para o aprovado em concurso; para beneficiário de refúgio, de asilo ou de proteção ao apátrida (sem pátria); para quem tiver sido vítima de tráfico de pessoas, de trabalho escravo ou de violação de direito agravada por sua condição migratória; a quem já tiver possuído a nacionalidade brasileira e não desejar ou não reunir os requisitos para readquiri-la. Todos terão que ser identificados por dados biográficos e biométricos.

O texto traz ainda exceções para os casos de repatriação, como pessoa em situação de refúgio ou apátrida e menores de 18 anos desacompanhados ou separados de suas famílias, além de repatriação para nação ou região que possa apresentar risco à vida, segurança ou integridade.

A residência poderá ser negada se a pessoa interessada tiver sido expulsa do Brasil anteriormente, se tiver praticado ato de terrorismo ou estiver respondendo a crime passível de extradição, entre outros.
Histórico

A nova Lei de Migração foi proposta no Projeto de Lei do Senado (PLS 288/2013), do senador licenciado Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), para substituir o Estatuto do Estrangeiro (Lei 6815/1980) adotado durante o regime militar. O texto já havia sido aprovado em 2015 no Senado e remetido à Câmara dos Deputados. Em dezembro de 2016, retornou para a análise do Senado.

Para o relator do texto, senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), a antiga lei era defasada e enxergava o migrante como uma ameaça, alguém que somente seria aceito na sociedade se trouxesse vantagens econômicas, sem receber contrapartida pela contribuição ao desenvolvimento do Brasil.

Para Randolfe Rodrigues (Rede-AP), o texto votado é moderno e mais adequado ao Brasil da atualidade.

— O que regia as regras de imigração no Brasil até então era o Estatuto do Estrangeiro, de 1980, uma legislação defasada, incompatível com a Constituição de 1998, e herdada da ditadura — criticou.
Polêmica

Durante a discussão em plenário, o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) criticou o trecho do texto que garante aos povos indígenas e populações tradicionais o direito à livre circulação em terras tradicionalmente ocupadas, independentemente das fronteiras criadas depois. Para Caiado, isso significa "escancarar as fronteiras" do Brasil e pode facilitar o tráfico de drogas, especialmente da Venezuela, da Colômbia e do Paraguai.

— Então, seria melhor se se dissesse: "Olha, a partir de hoje toda a polícia de fronteira está impedida de identificar quem quer que seja no Brasil". Porque o cidadão diz: "Eu sou indígena." Qual é a avaliação de se dizer se ele é indígena ou não? "Não, mas eu sou de uma população tradicional." Como é que o policial vai dizer se ele é ou não de uma população tradicional? — questionou.

Tasso afirmou que os direitos originários desses povos são garantidos pela Constituição e que o objetivo do artigo é garantir a circulação a povos que desconhecem as marcas de fronteira fixadas pelo homem branco. Esses povos, explicou, não podem sofrer constrangimento ao se mover para caçar ou pescar, por exemplo.

— O que o dispositivo quer garantir é que esse indígena autêntico não seja constrangido nem ameaçado por eventualmente ter transposto uma fronteira marcada pelo homem branco dentro de uma região que há séculos seus antepassados já habitam. Daí a imaginar que hordas de narcotraficantes, terroristas e guerrilheiros, travestidos de indígenas, possam se valer desse mero dispositivo para invadir o país, como se tem divulgado em certas redes sociais, há uma distância abissal — esclareceu.
Alterações

Entre as alterações feitas pelo relator no texto da Câmara dos Deputados, está a retirada de um inciso que inclui a proteção ao mercado de trabalho nacional. Para o senador, “essa diretriz é dúbia”, pois o mercado de trabalho não deve ser fechado e a migração é um fator de seu desenvolvimento.

Também foram mantidas partes do texto original que tratam da expulsão do migrante e que foram retiradas no substitutivo da Câmara. Dessa forma, caberá à autoridade competente resolver sobre a expulsão, sua duração ou suspensão, e sobre a revogação de seus efeitos.

Tasso Jereissati também decidiu manter o texto original do projeto, que proibia a deportação, repatriação ou expulsão de qualquer indivíduo para as fronteiras dos territórios em que a sua vida ou sua integridade pessoal fosse ameaçada. Na Câmara, esse trecho havia sido acrescido de uma proteção para pessoas que tivessem a liberdade ameaçada em virtude de raça, religião, nacionalidade e grupo social a que pertencem, que foi retirada pelo relator.

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Filho de imigrantes cria jogo que simula a fronteira entre México e EUA


A ideia é passar para outras pessoas qual é a experiência de fazer esse trajeto




FIlho de imigrantes mexicanos desenvolveu jogo que simula a travessia da fronteira entre o México e os Estados Unidos. Foto: Cláudia Trevisan/Estadão

Gonzalo Alvarez, um designer de jogos e ilustrador que vive no Estado americano do Texas, desenvolveu Borders, um jogo que simula a travessia da fronteira entre o México e os Estados Unidos para conscientizar as pessoas de como essa passagem é perigosa. Usando as experiências dos seus próprios pais, que cruzaram a fronteira, Alvarez afirmou ao Huffington Post que não quis fazer só uma forma de entretenimento para os usuários, mas também uma expressão artística.

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“Eu me inspirei bastante em Papers, Please, um outro jogo que também explora a mensagem moral de como o autoritarismo tem um efeito perverso nas pessoas comuns”, disse ao site. “No caso de Borders, quis fazer do ponto de vista do imigrante”. Outro ponto que ele quis destacar é o fato de filhos de imigrantes conseguirem ser bem-sucedidos na sociedade americana.

Para reforçar a mensagem, os esqueletos do seu personagem permanecem no jogo mesmo após o game-over, como uma lembrança daqueles que não conseguiram concluir a travessia. “Espero que, com esse jogo, as pessoas comecem a criar empatia com imigrantes”, completou Alvarez.

Se você ficou interessado, Borders está disponível para download de graça neste link.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Sabia que Donald Trump é descendente de um imigrante ilegal?


O avô do recém eleito presidente dos Estados Unidos era natural da Alemanha
por João Paulo Martins



O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, apesar do discurso contra a imigração ilegal, é neto do alemão Frederick Trump (dir.), que imigrou clandestinamente para Nova Iorque (foto: Facebook/DonaldTrump/Reprodução e Wikimedia/Reprodução)

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Projeto quer mudar sistema eleitoral dos Estados Unidos
Em meio à "expectativa" pelo governo do novo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, especialmente em relação à política externa, já que, durante a campanha eleitoral, ele disse que construirá um muro na fronteira americana com o México, uma notícia está chamando a atenção do mundo: o avô paterno do magnata foi um imigrante alemão ilegal.

Pouca gente sabe, mas Frederick Trump, avô por parte de pai do novo presidente dos EUA, nasceu na cidade de Kallstadt, na região de Pfalz, no sudoeste da Alemanha, em 1869. Aos 16 anos, para fugir da convocação do exército alemão, ele emigrou clandestinamente com a família para Nova Iorque, onde começou a trabalhar como barbeiro. Mais tarde, no início do século XX, o milionário Frederick tentou voltar para sua terra natal, mas não foi autorizado a entrar.

"Nos últimos meses, desde que Trump se tornou candidato oficial do Partido Republicano, a imprensa tem demonstrado um grande interesse pela cidade. Isso nunca aconteceu antes", diz o agente de viagens Jorg Derr, que mora em Kallstadt, em entrevista à agência russa de notícias Sputnik. Segundo Derr, a pequena cidade alemã produtora de vinhos, que tem cerca de 1,2 mil habitantes, vem recebendo telefonemas de jornalistas de diversas partes do mundo. "Assim como grande parte da população, pensei que a movimentação cessaria após o fim das eleições. Porém, agora, parece que isso não vai mais acabar", completa o agente de viagens.

Jorg Derr conta que a casa que pertenceu à família Trump é bem simplória e não tem nada a ver com a pompa atual da família do magnata do ramo imobiliário. O compatriota de Frederick disse à Sputnik que a população de Kallstadt não ficou muito feliz com as declarações de Donald Trump durante a campanha à Casa Branca. Porém, ele acredita que o novo presidente americano não fará as "loucuras" que divulgou enquanto era candidato. "Se ele for um presidente digno de respeito, talvez iremos incluir novamente o nome de Trump na rota turística de Kallstadt", afirma Derr.

Apesar da resistência da cidadezinha com o "descendente" polêmico, muitos jornalistas alemães já apelidaram o local de "Vila Trump" e "Trumpstadt".

(com Agência Sputnik)

sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Brasil atrai nova onda de imigrantes nos útimos anos


Brasil atrai nova onda de imigrantes nos últimos anos
| Câmara Municipal, Prefeito, Vida Pessoal


Estrangeiros tem colocado as terras brasileiras como destino para o novo lar no período recente; em São Paulo (SP), estima-se que haja mais de 300mil


Da redação do MyFunCity

O Brasil tem recebido uma nova onda de imigrantes nos últimos anos. Por razão de problemas no país de origem ou outros motivos, estrangeiros têm procurado as terras brasileiras como destino para uma nova vida.

Conforme o Registro Nacional de Estrangeiros de 2014, mais de 1,7 milhão de imigrantes vivem no país sob o Estatuto do Estrangeiro.

As razões que motivam a vinda de imigrantes para cá variam, sobretudo, entre questões econômicas, conflitos armados, como no caso da crescente quantidade de sírios adentrando o Brasi, e vai até a casos de desastres naturais.

Após o terremoto que atingiu as principais regiões do Haiti, no Caribe, o Brasil é um dos destinos mais procurados pelas pessoas que buscam deixar aquele país. No período recente, o número de haitianos no Brasil saltou de 814, em 2011, para 14.579 em 2013.

Muitos dos estrangeiros procuram as terras brasileiras por que veem aqui oportunidades de trabalho que podem não encontrar em seus países de origem

São Paulo
Entre os destinos mais procurados pelos imigrantes que vêm ao Brasil, está a cidade de São Paulo (SP). Segundo estimativas de entidades da sociedade civil, pelo menos 300 mil estrangeiros viviam na capital paulista no ano de 2013.

O levantamento tem como base as informações da Pesquisa Nacional de Amostra por Domicílio (Pnad) de 2012 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) que indicam a existência de 223 mil estrangeiros em São Paulo.

Como a estimativa do IBGE tem como base o ano de 2012, acredita-se que hoje, no ano de 2015, o número de imigrantes no município seja relativamente maior.

Quem anda pelas ruas da cidade, reconhece africanos no centro da cidade, haitianos na zona sul ou latinos pelos bairros da zona leste.

(Foto do destaque: fefeio / Flickr)