terça-feira, 13 de março de 2012
Desemprego imigrante ronda 20% na Europa. Brasileiros regressam
A crise está a afetar todos, mas mais ainda os imigrantes, alguns sem acesso aos subsídios normais. Brasileiros são os únicos a regressar
A taxa de desemprego entre os imigrantes em Portugal ronda atualmente os 20 por cento, bastante acima dos 14 por cento da população em geral. Esta realidade é comum ao continente e aos Açores, afirma em entrevista ao Açoriano Oriental o presidente da Associação dos Imigrantes nos Açores (AIPA), Paulo Mendes.
Uma situação que se agravou com a crise, uma vez que, além de serem naturalmente os mais vulneráveis aos despedimentos, os imigrantes têm sido particularmente afetados por trabalharem em setores como a construção civil ou a restauração e hotelaria, que têm sido muito afetados pela atual situação económica e que não têm nos próximos tempos perspetivas de voltarem a contratar.
Paulo Mendes alerta, por isso, o poder político para que não ‘deixe cair’ os problemas dos imigrantes da sua agenda, pois este é um grupo que, para além do desemprego, sofre muitas vezes também do problema de, por trabalhar em situações de grande precariedade, não ter sequer a possibilidade de obter os normais apoios sociais como o subsídio de desemprego.
Face a este cenário, há muitos imigrantes que começam a equacionar o regresso, mas com a exceção dos brasileiros - cujo país está atualmente em franco processo de crescimento e muitos estão a querer regressar - no caso das outras duas nacionalidades mais representadas nos Açores, os cabo-verdianos ou os ucranianos, o mesmo já não acontece, porque a situação nos países de origem não é melhor do que em Portugal.
Paulo Mendes alerta para o que diz ser a ‘dupla exclusão’ a que os imigrantes estão sujeitos: “por um lado, o imigrante precisa ter a sua situação laboral regularizada para poder renovar o seu título de residência mas, por outro lado, a precariedade impede-o de ter os apoios normais em situação de desemprego”. Antes da crise, muitos imigrantes que viam a sua situação complicar-se em Portugal procuravam alternativas dentro do espaço comunitário de livre circulação de trabalhadores, o que agora também já não é possível, porque o desemprego elevado entre os imigrantes é neste momento transversal a toda a Europa.
Nos Açores, salienta contudo Paulo Mendes, há fatores que minimizam o “sofrimento invisível” dos imigrantes: a proximidade entre as pessoas, o facto das comunidades imigrantes não terem a dimensão que têm no continente (são 2% da população açoriana e 5% no continente) e a existência de uma rede de apoio de emergência social que tem permitido, até agora, colmatar as situações mais dramáticas. Mas Paulo Mendes alerta: “é importante não haver desinvestimento nas políticas de integração, numa altura em que a imigração começa a deixar de estar na agenda política, havendo a tendência de ser substituída pela emigração”.
fonte : http://www.acorianooriental.pt
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Jovens carentes motivam viagem de Aécio Neves aos EUA
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| Aécio Neves líder da oposição |
Aécio Neves negocia com BID novos recursos para segurança em Minas
Senador participa de reunião nesta terça-feira em Washington
O senador Aécio Neves (PSDB/MG) participa, nesta terça-feira (13/03), de reunião no Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), em Washington (EUA), para buscar recursos para projetos de segurança pública do Governo de Minas. A viagem do senador acontece a pedido do governador do Estado, Antonio Anastasia e tem o objetivo de renovar a parceria firmada por Minas com o BID em ações de prevenção à criminalidade.
O novo financiamento, no valor R$ 150 milhões, se aprovado, será destinado a ampliar e melhorar os programas Fica Vivo - que oferece oficinas culturais, esportivas, profissionalizantes e de lazer a jovens moradores de áreas com índices elevados de homicídios - e Mediação de Conflitos - que desenvolve ações para solucionar situações com risco de violência, também em regiões com alta criminalidade -, entre outros. Também haverá investimentos em novos Centros Integrados de Adolescentes (CIAS), espaços de internação e recuperação de menores infratores.
"A reunião visa a consolidar essa negociação, para que no início do primeiro semestre possamos ter esses recursos do BID se somando aos recursos do Estado. É bom dizer que Minas continua sendo dos estados brasileiros que mais investem em segurança pública. Mas reconhecemos que tivemos problemas nesse último ano. Houve um agravamento, sobretudo, dos crimes violentos e dos homicídios, e é preciso que tenhamos uma ação ainda mais organizada, mais orquestrada e com mais recursos", afirmou o senador.
Minas é modelo para Brasil
Aécio acrescentou que o governador Antonio Anastasia determinou às forças de segurança uma ação muito firme para redução da criminalidade no Estado em razão do crescimento de indicadores verificado ano passado. Ele lembrou que Minas é modelo no país por ter revertido a violência no Estado ao longo de nove anos, com quedas sucessivas na ocorrência de crimes violentos.
"O governador está preparando uma ação muito firme, reativa a esse pequeno aumento da criminalidade que houve no ano passado, para que possamos retomar aquela curva descendente com a qual convivemos durante todos os meus dois mandatos de governador. Com os crimes, a cada mês, decrescendo, diminuindo, e fazendo com que nosso modelo de segurança se transformasse numa referência para todo o Brasil", disse Aécio Neves.
Governo federal é omisso na segurança pública
O senador afirmou, ainda, que esses recursos ganham mais importância na medida em que o governo federal tem sido omisso em relação às políticas de segurança nos estados, além de reduzir ano a ano os investimentos no combate à criminalidade.
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segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Aécio líder da oposição, denuncia silencio do PT para com a luta de Yoani em Cuba
O silêncio do PT, por Aécio Neves
O silêncio do PT
Aécio Neves
Já passa da hora de vermos a questão cubana além do limite da ótica ideológica.
É visível o incômodo de setores, que se dizem democráticos, de reconhecer o autoritarismo do regime cubano, como se existissem duas Cubas: a real, que muitos preferem não enxergar, e a outra, da fantasia, que cada um constrói no seu imaginário como quer.
Não podemos mais ver o país e o regime dinástico dos irmãos Castro como se a ilha fosse o último enclave da Guerra Fria. Precisamos, isso sim, mobilizar as melhores energias da nossa diplomacia e da comunidade internacional na direção da única realidade que, de fato, interessa: o povo cubano.
São 11,2 milhões de pessoas submetidas ao cotidiano cruelmente caricato das cotas de alimentos, esse malfadado regime das cadernetas, a uma carência crônica, ao desabastecimento histórico, que desmentem, há muito, a fantasia do socialismo igualitário.
Ao mal-estar econômico agrega-se o pior que uma sociedade pode vivenciar: a falta de horizonte para as novas gerações. A imensa maioria da população nasceu pós-Fidel e, portanto, desconhece o usufruto da palavra liberdade, o direito de ir e vir, de discutir, de recusar, de dissentir. "Me sinto como um refém sequestrado por alguém que não escuta nem dá explicações", diz a blogueira Yoani Sánchez, proibida pela 19ª vez de viajar a outros países.
No entanto nem mesmo o isolamento forçado tem conseguido impedir que, pelas frestas da fortaleza do castrismo, infiltre-se a brisa que dá notícia aos cubanos da mais simples equação da vida política de uma nação: não há dignidade possível numa ditadura.
Recordo o ainda nebuloso episódio do asilo-não-asilo aos boxeadores cubanos durante os Jogos Panamericanos do Rio, em 2007. Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara abandonaram a delegação, mas foram recambiados a Cuba pelo governo do PT. Lá os atletas sofreram retaliações. E pensar que o Brasil é tão pródigo em acolher até mesmo criminosos comuns
Os silêncios e os temas evitados na viagem da presidente Dilma a Cuba agridem as consciências democráticas. O mal disfarçado flerte com regimes fechados e totalitários, como o de Cuba e o do Irã, entre outros, expõe publicamente a tentação autoritária que o PT tenta dissimular e que, no entanto, parece estar inscrito no DNA do partido.
A ambiguidade explode em episódios como este. Quem no passado foi perseguida por defender ideias, deveria identificar-se com os perseguidos de hoje, e não sentir-se tão confortavelmente à vontade ao lado de dirigentes de um país onde não há resíduo de democracia há mais de meio século.
Volto a Yoani: "Dilma foi a Cuba com a carteira aberta e os olhos fechados". Foi pouco.
AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna. - Folha de São Paulo
Aécio Neves
Já passa da hora de vermos a questão cubana além do limite da ótica ideológica.
É visível o incômodo de setores, que se dizem democráticos, de reconhecer o autoritarismo do regime cubano, como se existissem duas Cubas: a real, que muitos preferem não enxergar, e a outra, da fantasia, que cada um constrói no seu imaginário como quer.
Não podemos mais ver o país e o regime dinástico dos irmãos Castro como se a ilha fosse o último enclave da Guerra Fria. Precisamos, isso sim, mobilizar as melhores energias da nossa diplomacia e da comunidade internacional na direção da única realidade que, de fato, interessa: o povo cubano.
São 11,2 milhões de pessoas submetidas ao cotidiano cruelmente caricato das cotas de alimentos, esse malfadado regime das cadernetas, a uma carência crônica, ao desabastecimento histórico, que desmentem, há muito, a fantasia do socialismo igualitário.
Ao mal-estar econômico agrega-se o pior que uma sociedade pode vivenciar: a falta de horizonte para as novas gerações. A imensa maioria da população nasceu pós-Fidel e, portanto, desconhece o usufruto da palavra liberdade, o direito de ir e vir, de discutir, de recusar, de dissentir. "Me sinto como um refém sequestrado por alguém que não escuta nem dá explicações", diz a blogueira Yoani Sánchez, proibida pela 19ª vez de viajar a outros países.
No entanto nem mesmo o isolamento forçado tem conseguido impedir que, pelas frestas da fortaleza do castrismo, infiltre-se a brisa que dá notícia aos cubanos da mais simples equação da vida política de uma nação: não há dignidade possível numa ditadura.
Recordo o ainda nebuloso episódio do asilo-não-asilo aos boxeadores cubanos durante os Jogos Panamericanos do Rio, em 2007. Guillermo Rigondeaux e Erislandy Lara abandonaram a delegação, mas foram recambiados a Cuba pelo governo do PT. Lá os atletas sofreram retaliações. E pensar que o Brasil é tão pródigo em acolher até mesmo criminosos comuns
Os silêncios e os temas evitados na viagem da presidente Dilma a Cuba agridem as consciências democráticas. O mal disfarçado flerte com regimes fechados e totalitários, como o de Cuba e o do Irã, entre outros, expõe publicamente a tentação autoritária que o PT tenta dissimular e que, no entanto, parece estar inscrito no DNA do partido.
A ambiguidade explode em episódios como este. Quem no passado foi perseguida por defender ideias, deveria identificar-se com os perseguidos de hoje, e não sentir-se tão confortavelmente à vontade ao lado de dirigentes de um país onde não há resíduo de democracia há mais de meio século.
Volto a Yoani: "Dilma foi a Cuba com a carteira aberta e os olhos fechados". Foi pouco.
AÉCIO NEVES escreve às segundas-feiras nesta coluna. - Folha de São Paulo
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Obama defende reforma integral no sistema de imigração americano
Obama defende reforma integral no sistema de imigração americano
Presidente propôs legalizar estudantes, mas também pediu maior vigilância nas fronteiras e sanções para empresas que contratam ilegais
Redação ÉPOCA, com Agência EFE
O presidente dos Estados Unidos Barack Obama defendeu nesta quarta-feira (29) uma reforma migratória integral, que seja construída de forma equilibrada e que inclua milhares de estudantes imigrantes ilegais.
O presidente, no entanto, disse que o polêmico software E-Verify, que permite que as empresas verifiquem o status migratório dos empregados, deve fazer parte do novo sistema. "A meta agora é ver se podemos aperfeiçoar o sistema do E-verify", disse.
O programa é obrigatório para as empresas que têm contratos com o governo federal, e voluntário para os demais, mas líderes do Partido Republicanos defendem que o E-Verify seja um requisito para todo o setor privado. Ativistas pró-imigrantes questionam a proposta, e dizem que o programa contém erros que já comprometeram o trabalho de muitos empregados, inclusive cidadãos americanos.
Para Obama, a reforma migratória deve incluir maior vigilância na fronteira, sanções para empresas que contratam imigrantes ilegais e uma via para a legalização "de quem atualmente está vivendo na sombra".
O presidente também defendeu o Dream Act, proposta que tramita no Senado voltada para estudantes estrangeiros ilegais. A lei daria residência permanente a menores que chegaram ilegalmente aos EUA e que se formaram em escolas americanas com bom histórico escolar. Obama pediu a legalização de estudantes que "se sentem americanos, que estão prontos para investir no país, que estudam em universidades e lutam em nosso Exército, ou mesmo que abram negócios
Revista Època
Presidente propôs legalizar estudantes, mas também pediu maior vigilância nas fronteiras e sanções para empresas que contratam ilegais
Redação ÉPOCA, com Agência EFE
O presidente dos Estados Unidos Barack Obama defendeu nesta quarta-feira (29) uma reforma migratória integral, que seja construída de forma equilibrada e que inclua milhares de estudantes imigrantes ilegais.
O presidente, no entanto, disse que o polêmico software E-Verify, que permite que as empresas verifiquem o status migratório dos empregados, deve fazer parte do novo sistema. "A meta agora é ver se podemos aperfeiçoar o sistema do E-verify", disse.
O programa é obrigatório para as empresas que têm contratos com o governo federal, e voluntário para os demais, mas líderes do Partido Republicanos defendem que o E-Verify seja um requisito para todo o setor privado. Ativistas pró-imigrantes questionam a proposta, e dizem que o programa contém erros que já comprometeram o trabalho de muitos empregados, inclusive cidadãos americanos.
Para Obama, a reforma migratória deve incluir maior vigilância na fronteira, sanções para empresas que contratam imigrantes ilegais e uma via para a legalização "de quem atualmente está vivendo na sombra".
O presidente também defendeu o Dream Act, proposta que tramita no Senado voltada para estudantes estrangeiros ilegais. A lei daria residência permanente a menores que chegaram ilegalmente aos EUA e que se formaram em escolas americanas com bom histórico escolar. Obama pediu a legalização de estudantes que "se sentem americanos, que estão prontos para investir no país, que estudam em universidades e lutam em nosso Exército, ou mesmo que abram negócios
Revista Època
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Itália e França realizam patrulhas contra imigração clandestina
DA ANSA A Itália e a França assinaram nesta sexta-feira um acordo para realizar um patrulhamento comum na costa dos dois países, a fim de interceptar barcos com imigrantes clandestinos. O acordo foi firmado em um encontro entre o ministro do Interior da Itália, Roberto Maroni, e o da França, Claude Gueant. De acordo com Maroni, para solicitar que a União Europeia (UE) adote medidas para conter a imigração, Itália e França concordaram com um "patrulhamento comum nas costas tunisianas para bloquear as partidas (de navios)". O ministro também contou estar "satisfeito com o encontro" com Gueant, porque, "de uma crise, pode nascer uma iniciativa forte, comum e conjunta, como a que definimos hoje, para dar respostas concretas aos problemas que a Itália e a França enfrentam atualmente no tema da imigração". O patrulhamento comum será realizado pela Frontex, a agência europeia para o controle das fronteiras. Ontem o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, assinou um decreto que autoriza a concessão de vistos temporários a imigrantes do norte da África que fugiram de seus países por conta dos recentes conflitos políticos. O anúncio foi feito pelo ministro italiano da Defesa, Ignazio La Russa, e não agradou ao governo francês, que teme uma onda de imigração, já que, com os vistos, os imigrantes poderiam circular pela UE. A Itália, principalmente a ilha de Lampedusa, que fica ao sul do país, tem sido um dos principais destinos de cidadãos do norte da África que fogem dos recentes conflitos, como no Egito, Líbia e Tunísia. www.correiosoestado.com.br
segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011
Governo francês leva ao Senado polêmico projeto de imigração

O governo francês levou nesta quarta-feira ao Senado seu polêmico projeto de lei sobre imigração, que torna mais rígida a luta contra os imigrantes ilegais e agiliza sua deportação, incluindo cidadãos da União Europeia (UE) sem recursos.
No debate parlamentar, o ministro do Interior, Brice Hortefeux, ressaltou que a lei de política migratória é "respeitosa quanto aos direitos humanos, mas firme contra quem não acata as leis da nossa República".
A lei reúne os principais pontos do discurso sobre imigração pronunciado em julho do ano passado pelo presidente, Nicolas Sarkozy, que lançou a campanha de intensificação das expulsões de ciganos do país.
A mudança facilita a deportação de cidadãos comunitários sem recursos próprios, endurece as medidas contra as pessoas anteriormente deportadas do país que retornarem à França e, entre outros pontos polêmicos, discute a privação da nacionalidade aos naturalizados há menos de 10 anos que atentem contra as forças da ordem.
"Há uma contradição essencial entre a escolha de ser francês e a de atentar contra um agente que representa a França", disse hoje Hortefeux, que sustentou que "não há nada escandaloso" nessa proposta, que só afetará quem tem dupla nacionalidade.
O ministro lembrou que se pretende alcançar um texto "equilibrado e útil e fazer alguns ajustes pragmáticos que aumentem sua eficácia".
Em defesa do projeto de lei, Hortefeux ressaltou que desde 2007, o ano da criação do Ministério de Imigração, não foi permitida a entrada na França de 102 mil pessoas enquanto outras 110 mil foram "acompanhadas" aos seus países de origem por não terem respeitado as regras de entrada ou de estadia.
Para o ministro, o projeto de lei tem o objetivo de aprofundar a política migratória aplicada há quatro anos e combater a imigração ilegal, definida como uma nova forma "de escravidão moderna".
O debate no Senado se estenderá até o dia 10 de fevereiro, data prevista para a votação de um texto que introduz 60 emendas sobre a versão inicial.
Após o voto do Senado o projeto de lei voltará de novo à Assembleia Nacional para sua aprovação final, e em caso que esta introduza alguma modificação será entregue novamente ao Senado para uma segunda leitura.
Para realizar as remodelações por parte dessa câmara, será designada uma comissão mista formada por sete senadores e sete deputados, que serão os encarregados de elaborar o texto definitivo sobre a base dos pontos comuns estipulados até o momento, segundo explicaram à Agência Efe fontes do Senado.
No debate parlamentar, o ministro do Interior, Brice Hortefeux, ressaltou que a lei de política migratória é "respeitosa quanto aos direitos humanos, mas firme contra quem não acata as leis da nossa República".
A lei reúne os principais pontos do discurso sobre imigração pronunciado em julho do ano passado pelo presidente, Nicolas Sarkozy, que lançou a campanha de intensificação das expulsões de ciganos do país.
A mudança facilita a deportação de cidadãos comunitários sem recursos próprios, endurece as medidas contra as pessoas anteriormente deportadas do país que retornarem à França e, entre outros pontos polêmicos, discute a privação da nacionalidade aos naturalizados há menos de 10 anos que atentem contra as forças da ordem.
"Há uma contradição essencial entre a escolha de ser francês e a de atentar contra um agente que representa a França", disse hoje Hortefeux, que sustentou que "não há nada escandaloso" nessa proposta, que só afetará quem tem dupla nacionalidade.
O ministro lembrou que se pretende alcançar um texto "equilibrado e útil e fazer alguns ajustes pragmáticos que aumentem sua eficácia".
Em defesa do projeto de lei, Hortefeux ressaltou que desde 2007, o ano da criação do Ministério de Imigração, não foi permitida a entrada na França de 102 mil pessoas enquanto outras 110 mil foram "acompanhadas" aos seus países de origem por não terem respeitado as regras de entrada ou de estadia.
Para o ministro, o projeto de lei tem o objetivo de aprofundar a política migratória aplicada há quatro anos e combater a imigração ilegal, definida como uma nova forma "de escravidão moderna".
O debate no Senado se estenderá até o dia 10 de fevereiro, data prevista para a votação de um texto que introduz 60 emendas sobre a versão inicial.
Após o voto do Senado o projeto de lei voltará de novo à Assembleia Nacional para sua aprovação final, e em caso que esta introduza alguma modificação será entregue novamente ao Senado para uma segunda leitura.
Para realizar as remodelações por parte dessa câmara, será designada uma comissão mista formada por sete senadores e sete deputados, que serão os encarregados de elaborar o texto definitivo sobre a base dos pontos comuns estipulados até o momento, segundo explicaram à Agência Efe fontes do Senado.
Terra Brasil
sábado, 18 de dezembro de 2010
Lei de imigração é rejeitada nos EUA!
Lei de imigração é rejeitada por Senado dos EUA
Por Donna Smith e Andy Sullivan
WASHINGTON, 18 de dezembro - (Reuters) - Uma medida polêmica que poderia abrir caminho para que imigrantes ilegais que chegaram aos EUA ainda crianças obtivessem cidadania americana foi rejeitada pelo Senado na sexta-feira por republicanos que disseram que ela premiaria uma atividade ilegal.
A chamada "Dream Act" (lei dos sonhos) garantiria a residência legal de jovens que chegaram aos EUA ilegalmente antes dos 16 anos e que se formaram no ensino médio, completaram dois anos de faculdade ou serviço militar e não tenham antecedentes criminais.
"Eles realmente consideram esse país como a sua casa, esse é o único país que eles conhecem. Tudo que eles querem é uma chance de servir a essa nação", disse o senador democrata Dick Durbin, relator do projeto.
A medida é apoiada pelo presidente Barack Obama e por ativistas hispânicos, que estão decepcionados porque os democratas não conseguiram cumprir a promessa do presidente de promover uma reforma da imigração abrangente.
Com dúzias de jovens estudantes hispânicos assistindo das galerias, a medida foi rejeitada. Apesar de ter recebido a maioria dos votos (55 a 41), a lei precisava atingir um total de 60 votos para avançar no Senado.
Os republicanos disseram que seria mais difícil fazer cumprir as leis de imigração se ela fosse aprovada.
"O povo americano está pedindo ao Congresso que faça valer nossas leis, mas essa lei, no fundo, é uma recompensa à atividade ilegal", disse o senador republicano Jeff Sessions.
O fracasso na aprovação da lei no Senado significa que o projeto expirará com o 111o Congresso. Defensores da lei terão uma difícil batalha para fazer avançar as mudanças a partir do dia 5 de janeiro, quando assume uma nova legislatura em que os republicanos terão mais assentos no Senado e controlarão a Câmara.
Durante a sua campanha presidencial, em 2008, Barack Obama prometeu fazer uma reforma nas leis da imigração, aumentar a segurança nas fronteiras e oferecer meios de garantir status legal aos quase onze milhões de imigrantes ilegais que vivem nos EUA. Até agora, a sua administração e o Congresso não conseguiram chegar a um acordo sobre medidas abrangentes
fonte : O Globo
Por Donna Smith e Andy Sullivan
WASHINGTON, 18 de dezembro - (Reuters) - Uma medida polêmica que poderia abrir caminho para que imigrantes ilegais que chegaram aos EUA ainda crianças obtivessem cidadania americana foi rejeitada pelo Senado na sexta-feira por republicanos que disseram que ela premiaria uma atividade ilegal.
A chamada "Dream Act" (lei dos sonhos) garantiria a residência legal de jovens que chegaram aos EUA ilegalmente antes dos 16 anos e que se formaram no ensino médio, completaram dois anos de faculdade ou serviço militar e não tenham antecedentes criminais.
"Eles realmente consideram esse país como a sua casa, esse é o único país que eles conhecem. Tudo que eles querem é uma chance de servir a essa nação", disse o senador democrata Dick Durbin, relator do projeto.
A medida é apoiada pelo presidente Barack Obama e por ativistas hispânicos, que estão decepcionados porque os democratas não conseguiram cumprir a promessa do presidente de promover uma reforma da imigração abrangente.
Com dúzias de jovens estudantes hispânicos assistindo das galerias, a medida foi rejeitada. Apesar de ter recebido a maioria dos votos (55 a 41), a lei precisava atingir um total de 60 votos para avançar no Senado.
Os republicanos disseram que seria mais difícil fazer cumprir as leis de imigração se ela fosse aprovada.
"O povo americano está pedindo ao Congresso que faça valer nossas leis, mas essa lei, no fundo, é uma recompensa à atividade ilegal", disse o senador republicano Jeff Sessions.
O fracasso na aprovação da lei no Senado significa que o projeto expirará com o 111o Congresso. Defensores da lei terão uma difícil batalha para fazer avançar as mudanças a partir do dia 5 de janeiro, quando assume uma nova legislatura em que os republicanos terão mais assentos no Senado e controlarão a Câmara.
Durante a sua campanha presidencial, em 2008, Barack Obama prometeu fazer uma reforma nas leis da imigração, aumentar a segurança nas fronteiras e oferecer meios de garantir status legal aos quase onze milhões de imigrantes ilegais que vivem nos EUA. Até agora, a sua administração e o Congresso não conseguiram chegar a um acordo sobre medidas abrangentes
fonte : O Globo
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