quarta-feira, 27 de maio de 2015

Estrangeiros no Brasil






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FALHA DO GOVERNO BENEFICIA COM PROUNI A ESTRANGEIROS »

São Paulo, 27 de maio de 2015. Reportagens veiculadas nos últimos dias, fundamentalmente por meios de comunicação brasileiros como R7, O DIA, AGÊNCIA ESTADO, FOLHAPRESS e outros, dão conta que…

21 BAZAR BENEFICENTE DE ARTE POPULAR PERUANA: DE 11 ATÉ 14/06/2015 »

Organizado pelo Comitê de Senhoras Peruanas de São Paulo, acontece na capital paulista a 21 edição do bazar de arte e culinária da República do Peru, desta vez com…

NOVAS REGRAS SOBRE VISTO DE ESTUDOS PARA ESTRANGEIROS »

São Paulo, 27 de abril de 2015. “Hoje, o Governo brasileiro, editou nova norma para vistos em favor de profissionais estrangeiros que vierem ao Brasil para participar de conferências,…

20ª FESTA DO IMIGRANTE: 14, 20 E 21/06/2015 »

Gastronomia, arte, música e dança de diversas nacionalidades que compõem a diversidade cultural de São Paulo estão reunidas na tradicional Festa do Imigrante. Para a edição comemorativa de 20…

JAPONESA TOMIE OHTAKE 100 -101: ATÉ 07/06/2015 »

Tomie Ohtake completou 100 anos no dia 21 de novembro de 2013. Nascida em Kyoto – Japão, a artista veio para o Brasil em 1936, e começou a pintar…

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São Paulo, 13 de abril de 2015. O Brasil é um país em ascensão na produção científica e nossas universidades são referência na América Latina e entre os países…

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1. O que é a Carteira de Trabalho?. A carteira de trabalho e previdência social, também chamado de CTPS, é o documento responsável por registrar toda atividade profissional do…

PROJETO DE ANISTIA PARA ESTRANGEIROS FOI ARQUIVADO PELO CONGRESSO »

São Paulo, 03 de fevereiro de 2015. “O Projeto de Lei (PL) 6300/2013 que tratava sobre a anistia para estrangeiros em situação irregular no Brasil, foi arquivado nos termos…

SHOW DE PEDRO LA COLINA E SEXTETO CAÑAVERAL NA MELHOR CASA DE SALSA DE SP. »

Todas as quartas-feiras o melhor da Salsa!!! Rey Castro: Rua Ministro Jesuino Cardoso, 181 – Vila Olímpia – São Paulo. Informações e reservas: (11) 3842-5279(11) 3842-5279 e (11)…

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São Paulo, 25 de setembro de 2014. A Associação Nacional de Estrangeiros e Imigrantes no Brasil (ANEIB), manifestou a través do seu Presidente o Dr. Grover Calderón, que os…
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NOVAS REGRAS SOBRE VISTO DE ESTUDOS PARA ESTRANGEIROS 27 abril, 2015 1 comentário

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HOMENAGEM AO ESTADUNIDENSE ORSON WELLES: ATÉ 30/05/2015 04 maio, 2015 Sem comentarios

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PICASSO E A MODERNIDADE ESPANHOLA: ATÉ 08/06/2015 08 abril, 2015 Sem comentarios

terça-feira, 26 de maio de 2015

O estrangeiro


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Inícioestudantes › PEC-G 2016
PEC-G 2016

Por oestrangeiro.org on 12/05/2015

Estrangeiros têm até 3 de julho para tentar graduação no Brasil.

Estão abertas até 3 de julho próximo as inscrições para o processo seletivo de 2016 do Programa de Estudantes – Convênio de Graduação (PEC-G). Instrumento de cooperação educacional, o programa oferece a estudantes de países em desenvolvimento a oportunidade fazer a graduação em instituições brasileiras de educação superior.

São selecionados pelo programa, preferencialmente, candidatos inseridos em projetos de desenvolvimento socioeconômico que sejam objeto de acordo entre o Brasil e os países de origem. O estudante selecionado deve assumir o compromisso de regressar a seu país e contribuir com a área na qual se graduou.

Administrado pelos ministérios da Educação e das Relações Exteriores, em parceria com universidades públicas e particulares de todo o país, o PEC-G seleciona estrangeiros entre 18 e 23 anos, com ensino médio completo, para realizar gratuitamente estudos de graduação no Brasil. Mais antigo programa de mobilidade brasileiro, criado oficialmente em 1965, é regido pelo Decreto nº 7.948, de 12 de março de 2013, que conferiu força jurídica a seu regulamento e fortaleceu a oferta de vagas a jovens de países com os quais o Brasil mantém acordo educacional, cultural ou científico-tecnológico.

A abertura das inscrições para esta edição do PEC-G foi estabelecida pelo Edital nº 13, de 13 de abril de 2015, da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação. Compete ao MEC coordenar os procedimentos referentes à adesão das instituições de ensino, a oferta de vagas, seleção e matrícula dos candidatos e acompanhamento do programa. Atualmente, estão matriculados no programa 1.431 estudantes, oriundos de 21 países. Entre eles, Cabo Verde, Guiné-Bissau, África do Sul, Gana, Angola, Benim, Congo, Senegal e Quênia.

(Portal MEC – 08/05/2015)

terça-feira, 12 de maio de 2015

Quem chega pra ficar : os imigrantes no Brasil




Quem chega pra ficar: os imigrantes no Brasil
Texto e fotos por Gabriel Soares

A dificuldade de imigrantes que chegam ao Brasil atrás de uma vida melhor e muitas vezes em condição ilegal é latente na Casa do Migrante, em São Paulo. Guerrilha conheceu a história de algumas dessas pessoas.

Chegando em uma paróquia no meio do bairro da Liberdade, em São Paulo, procuro por padre Paulo, um dos coordenadores da Casa do Migrante, onde os imigrantes vindos de várias partes do mundo chegam para recomeçar a vida quando não têm trabalho e algum contato formal no Brasil. É dia de Crisma coletiva, e muitos latino-americanos – como colombianos, peruanos e bolivianos – estão com suas melhores roupas para receber o sacramento da Igreja Católica. Antes da cerimônia, padre Paulo me conta que na noite anterior 80 haitianos haviam chegado do Acre com a esperança de encontrar uma maneira de ganhar a vida. Na lista de países de origem das pessoas que chegam por aqui estão Congo, Camarões, Haiti, Síria, China e outros da América do Sul.

O primeiro imigrante com quem converso é Osakue, um nigeriano que está há seis meses no Brasil e veio fugido da guerra. Ele trabalha atualmente instalando e fazendo a manutenção de aparelhos de ar-condicionado. Na Nigéria era soldador, função que pretende continuar a exercer por aqui. Osakue também quer trazer a família que ficou por lá para morar com ele; são três filhos e sua esposa. Quando chegou, conta que conseguiu trabalho temporário em uma empresa de soldagem, porém, logo que o serviço acabou, foi assaltado e ficou somente com a roupa do corpo. Com muita dificuldade para se comunicar na época, já na delegacia, conseguiu escrever seu nome e foi através das redes sociais que conseguiu encontrar um ex-colega de trabalho brasileiro chamado Marcos, que o encaminhou para a Casa do Migrante. Hoje, Osakue está aprendendo português muito rápido e por conta própria. Ele tem esperanças de ficar aqui legalmente, fazer cursos na área de solda e ter sua família ao seu lado no novo país.


Encontro outro nigeriano, Oluwadare, de 34 anos. Há apenas nove dias no Brasil, não fala quase nada de português. Na Nigéria, trabalhava no setor náutico, mas agora está disposto a encarar qualquer emprego, já que suas qualificações não têm validade em nosso país e sabe que provavelmente será muito difícil conseguir o mesmo tipo de trabalho aqui. Assim como na história de Osakue, sua família permaneceu na Nigéria e devem vir para cá depois. Oluwadare diz que quer aprender português o mais rápido possível, trabalhar e continuar vivendo no Brasil. Vindo do Haiti, Jules é o próximo com quem converso. Ele tem 28 anos e está há 15 dias em território nacional. Quando o abordei para a conversa, demonstrou-se desconfiado sobre minhas intenções. A reação é normal e até mesmo esperada, já que muitos dos imigrantes estão em situação ilegal e uma exposição lhes poderia causar problemas. Jules fala espanhol perfeitamente, o que facilita muito a nossa conversa. Ele me conta que na verdade sua família está na Republica Dominicana, e que chegou ao Haiti depois do terremoto que arrasou o país em 2010. Tem dois filhos, uma irmã, pai e mãe. A vontade de estar junto da família é unânime. Assim como a maioria dos imigrantes, Jules veio em busca de uma vida melhor, já que as condições no Haiti estão extremamente difíceis. Ele confessa que gosta muito do Brasil e que quer ficar aqui e conseguir um trabalho como em construções, por exemplo. Reclama do problema de não ter onde morar, já que a permanência na Casa do Migrante é provisória e muitas vezes não é possível abrigar a todos confortavelmente.

Depois de conhecer Jules, caminho até a cozinha e, preparando uma macarronada, está dona Silvna, que veio do Paraguai há sete anos. Ela tem família formada no Brasil e sempre que pode ajuda na cozinha da Casa do Migrante. Também veio atrás de emprego e acabou permanecendo. Hoje trabalha com costura, diz que não sofre preconceito por ser imigrante e gosta do país, mas mesmo assim pretende voltar para a sua terra em no máximo dois anos. Sobre os motivos, ela se queixa dizendo estar muito caro viver no Brasil, principalmente por causa do aluguel e da alimentação.

Entre os muito haitianos que estão conversando na frente da igreja, me aproximo de Frandy, que tem 24 anos. Há 3 meses no Brasil, não seria novidade se dissesse que veio buscando outra coisa que não um emprego. No Haiti a situação está escassa para os trabalhadores. Frandy já trabalhou com metalurgia e como pintor, conta que há brasileiros que o recebem bem, enquanto outros têm preconceito e desrespeitam muito os trabalhadores imigrantes de forma generalizada. Enquanto a conversa flui, muitos outros dos presentes vão se aproximando curiosos para saber o que está acontecendo. Frandy fala bem português e me diz que aprendeu sozinho no dicionário. Ele sente saudade do Haiti, mas conta que depois do terremoto ficou muito complicado continuar vivendo lá. Peço para tirar um retrato e ele me pede uma identificação de imprensa. Mesmo mostrando, ele se nega a ser fotografado.


Logo que acaba a cerimônia de Crisma, encontro com Lorenzo, um boliviano de 38 anos que há 15 vive aqui no Brasil. Ele me conta que o que o trouxe para cá foi a curiosidade. Como muitos outros bolivianos, trabalha em confecções, setor que em casos frequentes e, infelizmente, rotineiros, o serviço é executado de maneira abusiva e até mesmo denunciado como trabalho escravo. Familiarizado com a função, já que na Bolívia também trabalhava fazendo roupas, Lorenzo não pensa em voltar. Tem família formada em solo brasileiro. Quando pergunto se espera coisas boas para o Brasil em 2015, ele responde positivamente: “espero coisas boas, sim. Acredito que, como a maioria das pessoas que decide constituir família aqui, a esperança fica em nossos filhos”.

Padre Paulo decide me apresentar a um casal. Ele brasileiro e ela colombiana. Luz (32) veio atrás no namorado há três anos, com quem já mantinha um relacionamento na Colômbia. Aproveitou a oportunidade para terminar os estudos através de um intercâmbio. Ela diz que o Brasil e a Colômbia são muito parecidos e que aqui há oportunidades de trabalho. Entretanto, não nega que existem problemas. “A burocracia atrasa e dificulta muito a vida de quem chega aqui e quer se legalizar. Mesmo em departamentos públicos, dificilmente alguém fala alguma língua além do próprio português”. Ela também conta que pretende voltar para a sua terra natal daqui um tempo. Pergunto se posso fotografá-la e ela, muito educadamente, recusa. O motivo? O nome da revista. “Guerrilha tem uma conotação muito diferente na Colômbia”, ela diz. E completa: “Se você disser o nome da revista, muito provavelmente mais colombianos vão se negar a falar ou se deixar fotografar, pois estão justamente fugindo da guerrilha”.

Por fim, encontro uma senhora sentada na frente da escadaria da igreja. Rosse Mary Alvarez, que tem 55 anos e já está há 30 no Brasil. Veio terminar a faculdade de arquitetura e hoje trabalha no comércio. Acabou se tornando coordenadora do grupo de oração da igreja e aproveita a oportunidade para reclamar sobre a dificuldade que sente em relação a cultura da oração aqui no Brasil. Quando pergunto quais as suas esperanças para 2015, ela responde que “devemos ter esperanças nos políticos que elegemos nessas eleições, que eles mudem o que está errado e continuem o que está certo”.





» Gabriel Soares é fotojornalista pelo coletivo Guerrilha.
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segunda-feira, 27 de abril de 2015

NOVA REGRA DO PASSAPORTE DIFICULTA EMBARQUE DE BRASILEIROS PARA A EUROPA


NOVA REGRA DO PASSAPORTE DIFICULTA EMBARQUE DE BRASILEIROS PARA A EUROPA
23/02/2014

Uma norma que passou a valer em julho de 2013 está pegando de surpresa muitos brasileiros com viagens marcadas para a Europa. O novo acordo tem como base o tratado de Schengen, que regulariza a circulação de turistas em 26 países europeus.

A nova regra impede de sair do Brasil os passageiros que não tiverem passaporte com validade mínima de três meses depois do retorno previsto para o Brasil.

Por exemplo, se o viajante pretende ficar 20 dias no seu destino, no momento do embarque o passaporte deve ter validade de três meses e 20 dias. No caso de uma viagem de um mês, a validade mínima é de quatro meses.

De acordo com a Polícia Federal do Aeroporto Internacional de Guarulhos, em São Paulo, não existe um registro com o número de brasileiros que foram impedidos de embarcar nessas condições, mas o órgão afirma que esses casos acontecem diariamente.

Os países que fazem parte do tratado de Schengen são: Alemanha, Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Grécia, Holanda, Hungria, Islândia, Itália, Letônia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Polônia, Portugal, República Tcheca, Suécia e Suíça.

Novo passaporte

Para evitar imprevistos com o documento, é importante pedir um novo passaporte antes do vencimento do atual. O primeiro passo para o processo é o preenchimento do formulário eletrônico de solicitação no site da Polícia Federal.

Após o cadastro, a GRU (Guia de Recolhimento da União) será emitida e o boleto deverá ser pago antes da data de vencimento — o valor é de R$ 156,07.

O próximo passo é comparecer ao posto do Departamento de Polícia Federal, escolhido no momento do pedido do passaporte, com o comprovante de pagamento, protocolo de solicitação e documentos originais. É fundamental levar o passaporte antigo, mesmo que ele ainda esteja dentro do prazo de validade.

Segundo informações da PF, o prazo de entrega do documento é de até seis dias úteis e o processo pode ser acompanhado por meio do site. (Fonte: R7)

terça-feira, 31 de março de 2015

Número de haitianos em São Paulo volta a crescer, sem abrigos suficientes


Número de haitianos em a São Paulo volta a crescer, sem abrigos suficientes
Urgência para conseguir ocupação aumenta vulnerabilidade e aumenta chances de os imigrantes caírem em redes de escravidão
por Sarah Fernandes publicado 12/02/2015 10:31, última modificação 12/02/2015 12:21 Comments
Urgência para conseguir ocupação aumenta vulnerabilidade e aumenta chances de os imigrantes caírem em redes de escravidão

Danilo Ramos/RBA


Só ontem (10), 70 haitianos dormiram no chão do salão da Missão Paz, em colchões improvisados com cobertores


São Paulo – A trajetória do haitiano Jean Erso começou em meados de dezembro, quando ele saiu do seu país com a esperança de uma vida melhor em São Paulo e encontrou pela frente um caminho marcado pelo perigo e pelo desamparo: foram mais de US$ 5 mil entregues aos chamados coiotes como pagamento por 13 dias de uma viagem clandestina, na qual percorreu República Dominicana, Equador e Peru, até chegar ao Acre. De lá, mais quatro dias em um ônibus até São Paulo. Ao chegar na cidade se deparou com a falta de informação, demora para regularização dos documentos e sobretudo falta de vagas em abrigos.

Porém, a capital paulista tem apenas 220 vagas para abrigar imigrantes temporariamente, somando 110 vagas do Centro de Referência e Acolhida para Imigrantes (Crai), inaugurado pela prefeitura em agosto do ano passado, e mais 110 vagas na Casa do Migrante, na organização católica Missão Paz, um dos principais destinos de quem chega à cidade. O governo do estado oferece 50 vagas de acolhida, porém apenas para imigrantes vítimas de tráfico de pessoas, trabalho escravo e homofobia.

Danilo Ramos / RBA'A viagem foi muito difícil, passamos fome e tivemos que entregar objetos pessoais para os coiotes', diz Erso

"O número é aquém do necessário. A cidade precisaria de pelo menos 400 vagas para abrigar imigrantes", afirma o padre Paolo Parise, diretor da Missão Paz. Entre a segunda quinzena de janeiro e esta quarta-feira (11) o número de ônibus com haitianos vindos do Acre para São Paulo passou de três por semana para pelo menos cinco. Só no dia anterior (10), 70 haitianos tiveram que dormir no chão do salão da entidade, em colchões improvisados com cobertores, devido à falta de vagas.

A Secretaria Municipal de Direitos Humanos de São Paulo informou, via assessoria de imprensa, que a alternativa oferecida é encaminhar os imigrantes para a rede de albergues da cidade, que geralmente acolhe moradores de rua e que somam 10 mil vagas. "O problema é que são locais apenas para passar a noite. De manhã os imigrantes teriam que sair, com toda a bagagem, e ficar na rua", critica padre Parise – não há perspectiva de construir mais um local público de acolhida de imigrantes, segundo a secretaria.

Danilo Ramos / RBA'A cidade precisaria de pelo menos 400 vagas para abrigar imigrantes', afirma padre Parise

Sem nenhum tipo de aviso prévio, os haitianos chegam de Rio Branco (AC) em ônibus, geralmente entre quinta e domingo. São veículos fretados pelo governo do Acre, com verba de um convênio com o Ministério da Justiça para ações relacionadas à migração, como abrigamento, emissão de documentos e transporte. Só em 2014, o estado recebeu R$ 3,385 milhões pelo convênio. "Uma vez eu estava dormindo e ouvi a campainha. Quando fui ver eram dois ônibus com muitos haitianos e toda a bagagem para abrigarmos", conta padre Parise.

De acordo com o secretário de Direitos Humanos do Acre, Nilton Mourão, a cidade de São Paulo é escolhida como destino pelos próprios haitianos. "Eles já sabem para onde querem ir e nós os ajudamos a seguir viagem. Geralmente o ônibus sai de Rio Branco e passa por Porto Velho (RO), onde alguns escolhem ficar. Depois passa por Cuiabá (MT) e vai até São Paulo. De lá, os que querem continuar para o sul o país tem que se organizar", explica.

"Tivemos muitos anos de intervenção da Missão de Paz do Brasil, pelas Nações Unidas, no Haiti e sempre nos passaram a ideia que o Brasil era um país em desenvolvimento e acolhedor. Mas quando chegamos aqui enfrentamos várias dificuldades, burocráticas e de infraestrutura. Se o país almeja se fortalecer no cenário internacional precisa de uma política migratória diferente", critica o imigrante haitiano Patrick Dieudanne, formado em Relações Internacionais, que está no Brasil há um ano, e tem ajudado os recém chegados com o idioma.

Danilo Ramos / RBANúmero de ônibus que chegam do Acre para São Paulo com haitianos passou de três por semana para cinco no último mês

A falta de vagas nos abrigos é reforçada por outro problema: a demora excessiva do Ministério do Trabalho e Emprego para emissão das carteiras de trabalho, que varia de um a dois meses. Assim, eles ficam impossibilitados por muito tempo de conseguir um emprego formal e, por consequência, de alugar uma casa para deixarem o abrigo.

Erso, que chegou em São Paulo em 22 de dezembro, só conseguiu o documento em 4 de fevereiro, ficando 43 dias sem poder aceitar um emprego. "A viagem foi muito difícil, passamos fome e tivemos que entregar objetos pessoais para os coiotes, mas não tinha mais como ficar no Haiti. Desde o terremoto, em 2010, o país está destruído e não há emprego", conta.

"Isso aumenta muito a chance de eles caírem em uma rede de trabalho precário. Imagine o que é ficar um mês sozinho em um país novo e sem nenhum dinheiro", diz padre Parise. "Todos os dias vêm pessoas ligadas a empresas de terceirização fazer promessas para eles, quando estão na rua, em geral muito cedo, entre às 6h e 7h. Nós orientamos para que não aceitem, mas é uma situação difícil quando não se tem dinheiro."

Danilo Ramos / RBAFretamento dos veículos é feito com verba de um convênio do Acre com o Ministério da Justiça

Pelo menos 230 imigrantes haitianos já foram resgatados de trabalhos em condições análogas à escravidão no Brasil entre 2013 e 2014, sendo pelo menos 12 em São Paulo, em uma oficina de costura na região central da capital paulista.

Desde o ano passado, a Missão Paz reúne todas as terças e quintas pela manhã grupos de empresários interessados em contratar haitianos. Eles participam de uma palestra para entender as condições de contração e os benefícios necessários para os migrantes. Em 2014, as principais empregadoras foram empresas da construção civil. Neste ano, são as empresas do ramo de serviço, sobretudo de limpeza.

A crítica da entidade, no entanto, é que os haitianos já deveriam sair do Acre com as carteiras de trabalho em mãos, para inclusive reduzir o tempo de permanência nos abrigos em São Paulo. De acordo com o secretário de Direitos Humanos do Acre, as emissões foram prejudicadas em janeiro por uma suspensão nacional realizada pelo próprio Ministério do Trabalho. Em nota, o órgão informou que a suspensão da emissão informatizada dos documentos "ocorreu no final de dezembro, para implantação do sistema online, mas retornou no início de janeiro."

"Além disso, o ministério tem uma estrutura deficiente no Acre, com pouca gente trabalhando. Não se dá conta da demanda e nós não podemos retê-los aqui enquanto esperam, senão superlotamos nosso abrigo para imigrantes, que só tem duzentas vagas. É um documento que eles podem requerer em qualquer outro lugar do país", afirma Mourão. Mas com a demora que tem sido imposta em São Paulo, a estratégia agora é encaminhar os haitianos para superintendências do trabalho na região do ABC paulista, onde a demanda costuma ser menor.

Danilo Ramos / RBAEntre 2013 e 2014 pelo menos 230 haitianos foram resgatados de trabalho escravo no país, 12 em São Paulo

Diante da situação, a Missão Paz lançou uma petição online que reúne assinaturas para exigir a ampliação de serviços para imigrantes, chamada "Diga não ao abandono dos haitianos em São Paulo e sim por uma gestão migratória". O documento pede a criação de um ponto de informação e orientação no terminal de ônibus da Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, enquanto houver a transferência de imigrantes para a cidade. Pede também a criação de mais vagas para acolhida de imigrantes e refugiados em abrigos específicos e emissão da carteira de trabalho no local de entrada no país. As demandas foram apresentadas ontem (10) ao secretário municipal de Direitos Humanos de São Paulo, Eduardo Suplicy.

"Aqui tem pessoas com formação superior, que falam duas ou três línguas e que vieram para ocupar as vagas de trabalho que os brasileiros desprezam. O que fazer quando você vê toda sua família sofrendo sequelas por acidentes no terremoto, precisando de dinheiro para tratamentos médicos, em um país onde não há trabalho? Somos corajosos e não temos medo do trabalho, precisamos poder trabalhar", afirma o haitiano Dieudanne. A organização não governamental Repórter Brasil, que trabalha no combate ao trabalho escravo, estima que pelo menos 22 mil haitianos chegaram ao Brasil entre 2010 e 2014

segunda-feira, 23 de março de 2015

Confira lista de países onde brasileiros não precisam de visto para entrar


Confira lista de países onde brasileiros não precisam de visto para entrar
Na última semana, a Geórgia também firmou acordo com o Brasil tornou-se mais um destino que libera os visitantes do país do documento


Tirar o visto antes de viajar para o exterior pode ser uma grande dor de cabeça. Além do gasto, a burocracia envolvida no trâmite desanima alguns turistas. Porém, para a sorte dos brasileiros, há dezenas de países que não pedem o documentoe, pelo jeito, a tendência é aumentar a lista.

Em acordo mútuo, o Brasil e a Geórgia finalizaram, na última quarta-feira (11/3), as negociações bilaterais para liberar turistas de ambos países da necessidade de terem visto para visitarem a outra nação. Agora, brasileiros podem ficar até 90 dias na Geórgia para fazer turismo ou negócios.


Com isso, o país se une a uma lista de outras 66 nações que permitem a entrada de brasileiros sem visto. Normalmente, o período de estadia é, também, de 90 dias para esses locais.


Confira abaixo quais são as nações que não exigem vistos de brasileiros:


» África do Sul
» Alemanha
» Andorra
» Antilhas Francesas
» Argentina
» Áustria
» Bahamas
» Barbados
» Bélgica
» Bolívia
» Bósnia Guiana
» Bulgária
» Chile
» Colômbia
» Coréia do Sul
» Costa Rica
» Croácia
» Dinamarca
» Equador
» Eslováquia
» Eslovênia
» Espanha
» Filipinas
» Finlândia
» França
» Geórgia
» Grécia
» Guatemala
» Honduras
» Holanda
» Hong Kong
» Hungria
» Irlanda
» Islândia
» Israel
» Itália
» Liechtenstein
» Luxemburgo
» Malásia
» Marrocos
» México
» Mônaco
» Namíbia
» Noruega
» Nova Zelândia
» Panamá
» Paraguai
» Peru
» Polônia
» Portugal
» Reino Unido
» República Tcheca
» Romênia
» Rússia
» San Marino
» Sérvia
» Suécia
» Suíça
» Suriname
» Tailândia
» Trinidad e Tobago
» Tunísia
» Turquia
» Ucrânia
» Uruguai
» Vaticano
» Venezuela


Fonte: Itamaraty

Já o passaporte, é necessário em todos os países, com excessão dos membros do Mercosul, que aceitam a entrada apenas com a identidade. São eles: Argentina, Chile, Bolívia, Uruguai, Colômbia, Equadror, Peru, Venezuela e Paraguai.

sexta-feira, 13 de março de 2015

Museu de Imigração




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Exposição Retratos Imigrantes

Inauguração 27 de março/2015


Seminário Internacional

26, 27 e 28 de março/ 2015


Acervo Digital


Festa do Imigrante



Novidades
VI Festival Sul-Americano da Cultura Árabe no Museu da Imigração

Programação inclui exposição de tenda e habitação tradicionais, objetos característicos da... Ler mais >
Oficina de Light Painting no Museu da Imigração

O Museu da Imigração abre inscrições gratuitas para a oficina de “light painting” (pintur... Ler mais >
Programa de formação para educadores

O Museu da Imigração inicia em 2015 um programa voltado para educadores da rede municipal, esta... Ler mais >
Museu da Imigração inaugura exposição ‘Retratos Imigrantes’

Com apoio do Consulado Geral dos Estados Unidos da América em São Paulo, a exposição Retratos... Ler mais > Confira todas as novidades


Agenda

14/03/2015
Atividades do núcleo educativo: "Fotoquadrinhos"

Faixa etária: a partir de 8 anos. Utilizando a linguagem dos quadrinhos, a atividade propõe uma releitura de imagens do acervo iconográfico do Museu Imigração. Mais infos.

14/03/2015
Atividades do núcleo educativo: "Objetos que falam"

Faixa etária: A partir de 10 anos. A atividade aborda o potencial dos objetos de museus de contar novas histórias. Mais infos.

15/03/2015
Atividades do núcleo educativo: "Caixa de construção"

Faixa etária: A partir de 10 anos. A atividade discute temas como identidade, fronteira, memória e deslocamento. O público discute, problematiza e cria produções artísticas a partir deles. Mais infos.
Veja a agenda completa
Funcionamento:

Horário de funcionamento:

Terça a sábado | das 9h às 17h
Domingo | das 10h às 17h
Quinzenalmente, às sextas-feiras, o MI oferece visitação noturna, ampliando seu horário de atendimento até as 21h. (encerramento da bilheteria 1h antes - às 20h)

No momento, o embarque da Maria Fumaça não é realizado pela plataforma do Museu da Imigração. O passeio continua a ser promovido pela Associação Brasileira de Preservação Ferroviária (ABPF), instituição responsável pela Maria Fumaça, sem qualquer ligação com o MI. Mais informações sobre os passeios: (11) 2695-1151(11) 2695-1151.






Preços:

Ingresso | exposições: R$ 6 / R$3 (meia-entrada)
Gratuito aos sábados
O Museu oferece aos visitantes livre acesso às áreas de convivência da instituição.




Contato e Agendamento:

Museu da Imigração do Estado de São Paulo

Rua Visconde de Parnaíba, 1316 São Paulo-SP

CEP: 03164-300

Telefone:
(11) 2692-1866(11) 2692-1866





E-mail: museudaimigracao@museudaimigracao.org.br


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