quinta-feira, 25 de setembro de 2014

EUA destacam cooperação com o Brasil na luta contra imigração ilegal


EUA destacam cooperação com o Brasil na luta contra imigração ilegal

São Paulo, 23 set (EFE).- Os Estados Unidos destacaram nesta terça-feira o papel fundamental da cooperação com o Brasil e demais países da região na luta contra entrada ilegal de imigrantes, especialmente africanos, que usam o território brasileiro como ponte para furar a fronteira americana.

O trabalho de parceiras entre países latino-americanos, especialmente do Brasil e dos EUA, foi abordado hoje por representantes dos dois governos durante um seminário realizado em São Paulo.

A investigadora do Departamento de Segurança Interna dos EUA, Cheryl Bassett, destacou as fragilidades nas fronteiras de todos os países e a importância de compartilhar informação em nível transnacional.

'Não há outra forma de combater os crimes internacionais se não conversando com nossos companheiros', defendeu Bassett durante a participação no evento organizado pelo Consulado dos Estados Unidos na capital paulista e o governo de São Paulo.

A comunicação direta entre as autoridades brasileiras e americanas foi fundamental para desarticular em 2009, em São Paulo, uma organização internacional que cobrava para enviar imigrantes ilegais da África aos Estados Unidos com documentos falsos, mostrou um dos casos apresentados pelos participantes.

O estado de São Paulo servia de ponte entre o continente africano e os EUA devido à ampla variedade de rotas terrestres e áreas em torno do Aeroporto Internacional de Guarulhos, o maior da América do Sul, segundo a Polícia Federal.

Depois de chegarem à capital paulista, os imigrantes passavam por um árduo percurso por diversos países da América Latina até alcançarem a fronteira entre o México e os EUA.

Para evitar casos similares, o governo de São Paulo e o consulado americano assinaram no ano passado um convênio para reforçar a cooperação direta.

'Estamos trabalhando com a polícia e o governo federal, reforçando nossos acordos. Temos boas relações com o governo brasileiro e podemos continuar assim', afirmou a agente federal dos EUA Kareem Hernández. EFE

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quarta-feira, 27 de agosto de 2014

A chegada dos imigrantes no Brasil : 120 anos depois



A CHEGADA DOS IMIGRANTES NO BRASIL: 120 ANOS DEPOISPor Almanaque Urupês em setembro 20, 2013@almanaqueurupes





Por Elaine Rocha

Quando aprendemos sobre a história do Brasil na escola, o capítulo que trata da chegada dos imigrantes é sempre um tanto festivo. Desde as primeiras séries primárias professores e alunos animam-se ao falar da chegada dos estrangeiros ao Brasil, em especial dos italianos, espanhóis e portugueses, mas também dos alemães, japoneses, sírio-libaneses e outros grupos menores. Em escolas ou turmas mais animadas pode-se ter verdadeiras comemorações, com decoração especial, trajes típicos, comidas tradicionais, às vezes visitantes, música e grupos de dança. A escola vira uma festa! E não apenas a escola mas cidades brasileiras dedicam dias especiais para festejar os imigrantes, com festas que atraem turistas e prolongam-se por dias.

Dá até vontade – naqueles que são 100% brasileiros – de encontrar um antepassado longínquo que a gente pudesse situar em algum canto da Europa para poder celebrá-los também. Me lembro que, aos dez anos de idade, no que naquela época era o quarto ano do Grupo, a professora quis saber quem da turma era descendente de estrangeiros e várias mãos se ergueram ao mesmo tempo em que diziam em voz alta: meu avô era italiano, minha avó veio de Portugal… E a professora ia escrevendo aqueles sobrenomes com dois “t”s ou dois “l”s na lousa. Eu queria dizer uma coisa também, naquela época não conhecia ainda a história do pai do meu bisavô, um escravo que era exímio vaqueiro lá pras bandas do Piauí, mas mesmo que soubesse, não tenho ainda hoje a menor ideia se ele havia chegado de algum lugar da África ou se era filho ou neto de africanos. Então eu levantei a mão e disse algo que ouvia de vez em quando lá em casa: “a avó da minha avó era índia!” (Já dizia Lima Barreto que brasileiro quando quer adicionar alguma nobreza ao seu pobre e irrelevante passado arranja logo uma avó índia). Bem, a minha estratégia não funcionou: tomei uma bronca da professora que me disse pra prestar atenção na aula, que índio não é estrangeiro, e ainda ouvi as risadas dos colegas. Ah, as humilhações dos bancos de escola!


Chegada dos Imigrantes Italianos no Brasil

Os meios de comunicação também contribuem para a heroicização do imigrante: vejam quantas novelas já apresentaram o tema na televisão, e os filmes no cinema. Às vezes algum programa de rádio, muitas canções, e hoje em dia muitos e muitos websites e blogs dedicam-se à saga dos imigrantes no Brasil. Na história de São Paulo, entre as últimas décadas do século XIX e as primeiras do século XX, eles são figuras centrais, como os trabalhadores que vieram substituir o trabalhador negro escravizado. Na capital paulista são celebrados como aqueles que “construíram” a maior cidade do Brasil. E o que aconteceu aos milhares de negros que trabalharam na cafeicultura? Desapareceram subitamente dos livros de história logo depois a abolição.

Este é um grande exemplo da força das ideologias. A ideologia do branqueamento, ainda que baseada em teorias bio-genéticas sem fundamento científico sério, é uma ideologia vencedora, porque se não conseguiu branquear o país, pelo menos branqueou a história do Brasil. E nem as últimas três décadas de estudos sobre os negros no Brasil durante e após a abolição, mostrando os negros ainda nos cafezais do sudeste até a grande crise do café, em 1929, trabalhando lado a lado do estrangeiro, e ensinando-lhes o trabalho, continua a ser ignorado nos currículos das escolas e na maioria dos meios de comunicação (exceção feita para uma novela da Globo que explorou – limitadamente – o tema na cidade do Rio de Janeiro). Quanto à urbanização de São Paulo, o trabalho da construção civil e todos os outros trabalhos de infra-estrutura e mesmo na história do comércio, no setor de serviços e na indústria nascente, os negros são invisíveis. A expressão: “São Paulo foi construída pelos imigrantes” é muito popular, ainda que fotografias antigas mostrem negros e mulatos trabalhando na construção do Viaduto do Chá, por exemplo, ao lado de trabalhadores brancos (estrangeiros?).


Chegada dos imigrantes Japoneses no Brasil, mais de um seculo atrás.

Nos últimos anos, o crescimento econômico brasileiro tem recrutado mão de obra estrageira qualificada em outros países e novamente damos as boas vindas a imigrantes vindos dos Estados Unidos, de Portugal, da Espanha. Muitas vezes recrutados diretamente pelas empresas interessadas em seu trabalho, com benefícios que colocam seus ganhos acima dos brasileiros. A história se repete?

Mais ou menos, porque este tipo de imigrante causa pouco alarde e não tem sido destaque nos noticiários. Agora, a polêmica da imigração volta mesmo à baila é na questão do imigrante indesejado: chineses entrando silenciosamente nas capitais e nas cidades do interior, abrindo seus restaurantes apesar das reclamações dos vizinhos de que não respeitam as normas sanitárias e de higiene, os bolivianos chegando em levas na cidade de São Paulo, que também tem recebido muitos argentinos, mas desses a gente gosta, até achamos bonitos. E o mais perigoso: os imigrantes negros.

No passado havia lei proibindo a entrada de certos imigrantes, em especial dos negros, e havia mecanismos para barrar essa imigração. Mas hoje estamos em pleno século XXI e se os brasileiros sempre se gabaram de não serem racistas, agora então temos as cotas, as ações afirmativas, temos um Joaquim Barbosa, amamos o Obama. Entretanto, o imigrante negro ainda nos assusta, porque não é o que esperávamos enquanto trabalhador estrangeiro e neste momento o Brasil percebe que nem de longe conseguiu superar os preconceitos alimentados contra o trabalhador negro e indígena desde os tempos da colonização e da nossa fé no eugenismo.


Fonte: oglobo.globo.com/infograficos/caminho-ate-brasil/

Imigrantes negros têm chegados ao país na última década, vindos de países africanos como Angola, Nigéria, Senegal, Moçambique e ultimamente em grande número do Haiti. Enquanto os africanos entram diretamente nos aeroportos de São Paulo, Rio de Janeiro e Salvador, os haitianos – mais pobres – seguem uma rota parecida com a dos bolivianos, entram pelas fronteiras do oeste, em especial cruzam do Peru para o estado do Acre, onde ficam por tempos em pequenas cidades como Brasiléia, na fronteira do Brasil com a Bolívia, muito próxima também do Peru.


Haitianos no Hotel Brasiléia, no Estado do Acre. Foto: Marcello Casal Jr/ABr

Nesta cidade, que em 2010 contava com pouco mais de 20 mil habitantes, imigrantes negros haitianos chegam a cada dia. Como no passado, alguns têm qualificações profissionais, muitos não as têm, alguns têm documentos e buscam trabalho especializado, outros não têm nada, deixaram documentos e dinheiro nas mãos dos chamados “coiotes” e tentam apenas encontrar um lugar para sobreviver. A cidade, a região e o estado entram em estado de alerta, transformado já em “estado de emergência” pelo governador acreano. Entre os receios infundados: Eles vêm todos contaminados com AIDS! Isso vai aumentar a criminalidade na região! O tráfico de drogas vai ficar mais intenso! Vão praticar o Vudu… Entre os receios com fundamento: a cidade não possui estrutura para abrigar os imigrantes que chegam a cada dia; o sistema de saúde da região é precário e muitos estão chegando doentes; não há empregos na região para toda essa gente.


Haitianos no Hotel Brasileia. Joel Silva/Folhapress

Os meios de comunicação, falhos na pesquisa histórica esquecem-se de quanto imigrantes europeus chegaram ao Brasil a cerca de 100 anos atrás trazendo consigo a tuberculose, as gripes e outras doenças que causaram epidemias. E quantos deles eram analfabetos ou semi-analfabetos, quantos não possuíam qualificação profissional além do instinto de sobrevivência?

Os problemas no norte se acumulam: prefeituras da região amazônica se recusam a aceitar imigrantes haitianos, o governo brasileiro tem limitado o número de vistos e permissão para trabalho, alguns poucos conseguem ser recrutados por empresas, e a maioria sonha em chegar até São Paulo, a meca do desenvolvimento. Os paulistas, que já têm que lidar com os bolivianos – outro grupo de imigrantes considerados como de quinta categoria: pobres, pouco qualificados e com feições de índios – arrepiam-se só em pensar.
Veja matéria de O Globo sobre os imigrantes haitianos no Acre










Parte dos argumentos são corretos: o Brasil ainda enfrenta sérios problemas sociais, sérios problemas de infra-estrutura, grande parte da população não tem acesso a serviços essenciais como água e esgoto, a questão da saúde pública é outra crise que também se insere na questão imigratória: vamos aceitar os médicos imigrantes sem exigir a devida qualificação local, que todos os países requerem e que está diretamente ligada ao bom atendimento – falar a língua local, por exemplo, e saber o equivalente local para a medicina necessária e mesmo as nossas mazelas – sem melhorar a estrutura hospitalar e de diagnósticos? Ah, mas eles são médicos, e a maioria tem a pele clara, a gente deveria aceitar.


Imigrantes Haitianos empregados em Manaus

A questão humanitária se impõe como maior prerrogativa para alguns, que argumentam que o país não deve fechar as portas aos pobres; outros argumentam em favor de trabalhar na qualificação dos trabalhadores nacionais, com melhores escolas e melhores professores com melhores salários, por exemplo. Este argumento é um outro que já completou 100 anos, e do qual Lima Barreto era um defensor. Ele era um dos que dizia que a solução para o Brasil era investir na sua própria gente, ao invés de trazer estrangeiros. Investindo nos brasileiros – segundo ele e outros de sua época – combateríamos a marginalidade e a pobreza resultantes do desemprego e do subemprego.


Imigrantes haitianos cruzando ponte entre Acre e Peru

O fato é que o Brasil não pode acomodar toda a população carente do Haiti, ou da Bolívia, ou de Angola, por exemplo. E precisa, urgentemente, atacar os problemas internos do país se quiser criar uma economia forte com uma sociedade equivalente e uma distribuição de renda menos desigual. Ainda assim, devemos pensar bem antes de atacar o imigrante que não vem da Europa ou dos Estados Unidos, ou melhor: que não é branco, com cabelos e olhos claros.

Preconceitos à parte, o imigrante negro e o elemento indígena têm construído este país há mais de 500 anos, a maior parte deste tempo contra a sua própria vontade, levado de um lugar para o outro, mal pago, mal alimentado e mal educado. A política imigrantista deve ser discutida amplamente e votada, independentemente de cor ou classe. Afinal, a nossa Justiça é ou não é cega?

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Imigração no Brasil


IMIGRAÇÃO NO BRASIL 


OS IMIGRANTES

A História da Imigração no Brasil, influência dos imigrantes, imigrantes italianos no Brasil, imigrantes alemães no sul do Brasil, imigração japonesa, espanhola


Imigrantes chegando de trem na Hospedaria dos Imigrantes (São Paulo-SP)


Imigrar, no sentido da palavra propriamente dita, significa entrar em um país que não é o seu de origem para ali viver ou passar um período de sua vida.

Podemos considerar o início da imigração no Brasil o ano de 1530, pois a partir deste momento os portugueses vieram para o nosso país para dar início ao plantio de cana-de-açúcar. Porém, a imigração intensificou-se a partir de 1818, com a chegada dos primeiros imigrantes não-portugueses, que vieram para cá durante a regência de D. João VI. Devido ao enorme tamanho do território brasileiro e ao desenvolvimento das plantações de café, a imigração teve uma grande importância para o desenvolvimento do país, no século XIX.

Em busca de oportunidades na terra nova, para cá vieram os suíços, que chegaram em 1819 e se instalaram no Rio de Janeiro (Nova Friburgo), os alemães, que vieram logo depois, em 1824, e foram para o Rio Grande do Sul (Novo Hamburgo, São Leopoldo, Santa Catarina, Blumenau, Joinville e Brusque), os eslavos, originários da Ucrânia e Polônia, habitando o Paraná, os turcos e os árabes, que se concentraram na Amazônia, os italianos de Veneza, Gênova, Calábria, e Lombardia, que em sua maior parte vieram para São Paulo, os japoneses, entre outros. O maior número de imigrantes no Brasil são os portugueses, que vieram em grande número desde o período da Independência do Brasil.

Após a abolição da escravatura (1888), o governo brasileiro incentivou a entrada de imigrantes europeus em nosso território. Com a necessidade de mão-de-obra qualificada, para substituir os escravos, milhares de italianos e alemães chegaram para trabalhar nas fazendas de café do interior de São Paulo, nas indústrias e na zona rural do sul do país.


Todos estes povos vieram e se fixaram no território brasileiro com os mais variados ramos de negócio, como por exemplo, o ramo cafeeiro, as atividades artesanais, a policultura, a atividade madeireira, a produção de borracha, a vinicultura, etc.

Imigrantes alemão


Nos dias atuais, observamos um novo grupo imigrando para o Brasil: os coreanos. Estes não são diferentes dos anteriores, pois da mesma forma, vieram acreditando que poderão encontrar oportunidades aqui que não encontram em seu país de origem. Eles se destacam no comércio, vendendo produtos dos mais variados tipos (alimentos, calçados, vestuário, acessórios até artigos eletrônicos).

Embora a imigração tenha seu lado positivo, muitos países, como por exemplo, os Estados Unidos, procuram dificultá-la e, sempre que possível, até mesmo impedi-la, para, desta forma, tentar evitar um crescimento exagerado e desordenado de sua população. Cada vez mais medidas são adotadas com este propósito e uma delas é a dificuldade para se obter um visto americano no passaporte.

Conclusão: O processo imigratório foi de extrema importância para a formação da cultura brasileira. Esta, foi, ao longo dos anos, incorporando características dos quatro cantos do mundo. Basta pararmos para pensar nas influências trazidas pelos imigrantes, que teremos um leque enorme de resultados: o idioma português, a culinária italiana, as técnicas agrícolas alemãs, as batidas musicais africanas e muito mais. Graças a todos eles, temos um país de múltiplas cores e sabores. Um povo lindo com uma cultura diversificada e de grande valor histórico.

Curiosidade: Em 2008, completará 100 anos da imigração japonesa no Brasil.


Novo sistema de governo (inventado) para o Brasil é (Apolítico), ou seja, sem políticos, troque a irresponsabilidade pela responsabilidade, de o seu apoio no site: http://www.sfbbrasil.org

Conheça o Ache Tudo e Região o portal de todos Brasileiros. Coloque este portal em seus favoritos. Cultive o hábito de ler, temos diversidade de informações úteis ao seu dispor. Seja bem vindo, gostamos de suas críticas e sugestões, elas nos ajudam a melhorar a cada ano.

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

IMIGRANTES ATUAIS NO BRASIL


IMIGRANTES ATUAIS NO BRASIL


Imigração: cresce número de estrangeiros no Brasil; há menos brasileiros no exterior


Movimentos de imigração para o Brasil se intensificaram em 2012, especialmente de haitianos, bolivianos, espanhóis, franceses e americanos. Segundo dados do Ministério da Justiça, em seis meses, a imigração cresceu 50%, em comparação com o total de entradas verificado no final do ano de 2010. Atualmente, o país conta com 1,5 milhão de imigrantes legalizados.


Entre os fatores para o aumento da presença de estrangeiros no país está a crise internacional que atingiu a zona do euro e levou imigrantes europeus para países da América Latina e Caribe. A conclusão está em um estudo da Organização Internacional de Migrações (OIM).
Haiti


Atingido nos últimos anos por desastres naturais que agravaram problemas já crônicos do país, o Haiti viu milhares de cidadãos deixarem sua terra natal em busca de melhores condições no exterior. Muitos chegaram ao Brasil de maneira ilegal, por meio de coiotes, à procura de oportunidades e postos de trabalho. A chegada, no entanto, também se deu em condições difíceis. Muitos imigrantes acabaram submetidos a trabalho semi-escravo e ainda aguardam regularização de sua situação junto à Polícia Federal. Em janeiro, o secretário de Justiça e Direitos Humanos do Acre, Nilson Mourão, pediu ajuda federal para atender os haitianos refugiados no município de Brasileia.

Os estados do Amazonas e do Acre passarem a receber mais recursos para atender os imigrantes em situação de risco. O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) autorizou o aumento no repasse que pode chegar a R$ 200 por pessoa.

Mesmo com o crescimento da demanda, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afastou a possibilidade de o governo ampliar a quantidade de vistos para imigrantes haitianos. Patriota manteve a meta de 1.200 para todo o ano, afim de evitar, segundo o ministro, a ação do crime organizado.Fonte : EBC




fernandonogueiracosta.wordpress.com







Da BBC Brasil em Londres


Atualizado em 13 de maio, 2013 - 06:56 (Brasília) 09:56 GMT






Indústria têxtil é setor que mais expõe imigrantes a exploração
No dia em que o Brasil comemora 125 anos da abolição da escravatura, especialistas ouvidos pela BBC Brasil afirmam que no cenário atual do combate ao trabalho escravo no país, a situação que desponta como a mais preocupante é a dos estrangeiros que chegam ao Brasil em busca de um eldorado de oportunidades.
A crescente demanda por mão de obra no país, resultante da expansão econômica na última década, tem exposto imigrantes de várias nacionalidades a condições de trabalho análogas às da escravidão - servidão por dívida, jornadas exaustivas, trabalho forçado e condições de trabalho degradantes.


Ele afirma que, desde 2010, quando começaram as operações de combate ao trabalho escravo voltadas exclusivamente para estrangeiros, 128 bolivianos e um peruano foram resgatados no Estado de São Paulo, que concentra o maior contingente de trabalhadores estrangeiros do país.Segundo Renato Bignami, coordenador do programa de Erradicação do Trabalho Escravo da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) em São Paulo, o número de estrangeiros resgatados no Estado vem aumentando.



Todos eles foram encontrados em oficinas de costura ilegais, terceirizadas por confecções contratadas por marcas conhecidas, como Zara, Cori, Emme e Luigi Bertolli.

"O número de resgatados está crescendo por causa de dois fatores: por um lado aumentou o interesse dos estrangeiros pelo Brasil, que muitas vezes entram de maneira irregular e se envolvem em condições de trabalho degradantes. Por outro, intensificamos as fiscalizações. Logo, a tendência é encontrarmos cada vez mais estrangeiros de nacionalidades variadas vítimas desse crime", afirma o auditor-fiscal à BBC Brasil.
Haitianos
Ele estima que 300 mil bolivianos, 70 mil paraguaios e 45 mil peruanos estejam vivendo na região metropolitana de São Paulo, a maioria sujeita a condições de trabalho análogas à de escravo.
Além dos 128 bolivianos e um peruano resgatados em São Paulo, cerca de 80 paraguaios foram libertados de duas fazendas no Paraná em duas operações desde outubro do ano passado, segundo informações da ONG Repórter Brasil, que investiga o tema há mais de uma década.



Auditores fiscais em São Paulo investigam primeiro caso de exploração de haitianos em oficinas
Mas os imigrantes sul-americanos não são as únicas vítimas da escravidão contemporânea no Brasil. No mês passado, um chinês foi resgatado de uma pastelaria no Rio de Janeiro. Segundo a polícia, ele sofria agressões físicas e era submetido a condições de trabalho humilhantes.
Em dezembro de 2010, uma operação do Ministério Público do Trabalho libertou quatro chineses que eram explorados em uma madeireira na Zona Franca de Manaus.
Desde a semana passada, a fiscalização do MTE em São Paulo está apurando pela primeira vez denúncias de exploração de haitianos em oficinas de costura.
"Era só uma questão de tempo", diz Bignami. "Esses trabalhadores de países pobres com problemas recentes, como o terremoto no Haiti, acham que o eldorado é no Brasil. Já sabíamos que essa mão de obra estava sendo muito aproveitada pela construção civil, mas para confecção ainda não", afirma o auditor fiscal.
Ponta do iceberg
Na avaliação de Luiz Machado, Coordenador Nacional do Programa de Combate ao Trabalho Forçado e Tráfico de Pessoas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o número de estrangeiros resgatados não ilustra a realidade porque esses trabalhadores têm medo de serem encontrados, o que resulta em poucas denúncias.
"É só a ponta de um iceberg", diz Machado.
Utilizando os bolivianos como exemplo, ele conta que esses trabalhadores são aliciados ainda na Bolívia, atraídos por falsas promessas de emprego. Eles já chegam à cidade de destino, na maioria das vezes São Paulo, endividados com os custos da viagem e "acabam escravizados, com a liberdade cerceada por meio de dívidas e ameaças".



Alojamentos improvisados são instalados no próprio local de trabalho.

Como entram no Brasil ilegalmente, eles têm medo de denunciar a exploração a que são submetidos e enfrentar a deportação, sem saber que a Resolução Normativa número 93 do Conselho Nacional de Imigração prevê a concessão de vistos de permanência para estrangeiros que estejam no país em situação de vulnerabilidade.
"Esse trabalhador não quer ser encontrado", afirma o coordenador da OIT. "A situação no país de origem é tão ruim, que ele aceita a exploração como forma de alimentar o sonho de um dia virar o dono da oficina e ter uma vida melhor".
As inspeções feitas nas oficinas de costura expõem um cenário degradante. Os imigrantes trabalham até 16 horas por dia, de segunda a sábado, amontoados em salas claustrofóbicas. Eles dividem pequenos alojamentos improvisados instalados junto às oficinas, sem condições adequadas de higiene e ganham cerca de R$ 300 por mês, sobre os quais são aplicados descontos ilegais relativos a gastos com alimentação, habitação e também com a viagem feita para o Brasil.
Como as denúncias são raras, Bignami diz que a maior parte das 50 oficinas desmontadas até agora no Estado de São Paulo são fruto do serviço de inteligência da Superintendência Regional do Trabalho e Emprego, que trabalha com base em cruzamento de dados e longas investigações.
Mão de obra informal

O setor da construção civil atrai uma boa parte da mão de obra estrangeira, mas é na indústria do vestuário que os imigrantes estão mais sujeitos à exploração.

Bignami diz que há décadas a indústria têxtil vem substituindo funcionários contratados por mão de obra precária e informal. Para reduzirem seus custos, as confecções contratadas por grandes marcas terceirizam parte de sua produção por meio das oficinas de costura, na maioria das vezes ilegais.

"O fato de (o trabalhador) ser estrangeiro alimenta o sistema, porque se baseia na vulnerabilidade da pessoa, que fica escondida, não reclama", avalia.

Até agora, cinco grandes redes varejistas têxteis foram responsabilizadas diretamente por trabalho em condição análoga à de escravo: Lojas Marisa, Pernambucanas, Gregory, Zara e Gep. No total, foram emitidos cerca de 300 autos de infração que resultaram no pagamento de R$ 6,5 milhões em multas e notificações e mais de R$ 1 milhão em rescisões contratuais e indenizações pagas diretamente aos trabalhadores.

Para aumentar a punição dos empregadores que impõem condições de trabalho subumanas, o Estado de São Paulo aprovou em janeiro a lei nº 14.946/2013, que caça o registro do ICMS das empresas infratoras. A legislação foi sancionada pelo governador Geraldo Alckmin, mas ainda precisa ser regulamentada.

Uma vez resgatados e com indenizações individuais que podem chegar até R$ 30 mil, o imigrante ganha um visto para permanecer no Brasil e a carteira de trabalho, tendo a opção de procurar um trabalho no mercado formal. As autoridades observam, no entanto, que a maioria desses trabalhadores prefere voltar para casa.

"Para os poucos que ficam aqui, procuramos dar apoio, oferecendo aulas de português e cursos profissionalizantes para ajudar na integração", conta Renato Bignami.
CliqueLeia mais: Ex-vítimas de trabalho escravo ganham vida nova em estádio da Copa
Convenção da ONU

Apesar de elogiar as iniciativas do Brasil no combate do trabalho escravo contemporâneo, a ONU vem pedindo ao governo que ratifique a Convenção sobre a Proteção dos Direitos dos Trabalhadores Migrantes e Membros de Sua Família, que prevê mais proteção para trabalhadores estrangeiros.

Segundo a ONG Repórter Brasil, o país é o único membro do Mercosul que não é signatário do acordo, em vigor desde 2003.

Apesar de ter sido o último país das Américas a abolir a escravidão, o Brasil foi um dos primeiros a assumir a existência de trabalho escravo contemporâneo, em 1995. Desde então vem implementando ações para o seu combate, como a criação dos Grupos Especiais de Fiscalização Móvel - GEFM, formados por Auditores Fiscais do Trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego e Procuradores do Trabalho, que já resgataram mais de 44 mil trabalhadores, a maior parte no meio rural.

Os empregadores flagrados com trabalho escravo atuam principalmente em setores como pecuária, produção agrícola (soja, algodão, cana-de-açúcar) e carvoeiro. No meio urbano, eles são geralmente ligados à construção civil. Os Estados do Norte e Centro-Oeste são campeões no número de flagrantes.

Empresas acusadas de praticar o crime são incluídas na "Lista Suja", um cadastro do governo que tem o objetivo de barrar linhas de crédito e fornecimento de produtos para empregadores infratores.

Um dos principais entraves nos avanços ao combate do trabalho escravo é a demora na aprovação da PEC do Trabalho Escravo, que tramita na Câmara dos Deputados desde 2004. O projeto foi aprovado em segundo turno na casa no ano passado e agora está parado na Comissão de Constituição e Justiça.

O texto prevê a expropriação de propriedades rurais e urbanas onde forem encontradas situação análoga à escravidão. No meio rural, essas propriedades serão destinadas à reforma agrária e, no urbano, a projetos de função social.

Na avaliação do fundador da ONG Repórter Brasil, Leonardo Sakamoto, além da demora na aprovação da PEC, o governo falha em políticas de prevenção e reinserção de trabalhadores resgatados.

"O governo tem de agir de forma mais eficiente nos municípios pobres, aumentando a oferta de empregos e a conscientização de trabalhadores sujeitos à ação dos aliciadores", diz o jornalista.

Ele opina que, no campo da reinserção, mais projetos educacionais devem ser introduzidos com objetivo de qualificar trabalhadores resgatados para evitar índices de reincidência de trabalho escravo, que ficam entre 10% e 15%.

"O trabalhador volta para casa com três meses de seguro-desemprego no bolso, mais verbas rescisórias, mas assim que o dinheiro acaba, ele volta a migrar e acaba escravizado de novo", diz.
Fonte: BBC

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Jornal dos Imigrantes









IMIGRANTES NO BRASIL





O Brasil tem atraído muitos imigrantes ao longo de sua história. Entre os fatores que mais atraem os imigrantes para o Brasil, estão a ótima receptividade à estrangeiros, a natureza pacífica do país, condições para trabalho, beleza do país, condições climáticas, etc. Muitas são as histórias de imigrantes que ajudaram o Brasil com sua mão de obra, sua cultura, bem como na miscigenação do povo brasileiro.



HISTÓRIAS DE VIDA



O Jornal dos Imigrantes procura destacar as inúmeras histórias destes imigrantes que vieram de longe, vencendo os mais diversos desafios de adaptação à uma nova cultura, língua, leis, costumes e tradições. O processo imigratório foi de extrema importância para a formação da cultura brasileira, que foi incorporando pouco a pouco as influências e características do mundo inteiro. Exemplos destas influências são o idioma português, a culinária italiana, as técnicas agrícolas alemãs, as batidas musicais africanas e além de muitas outras. Assim se o Brasil hoje tem cultura diversificada deve em grande parte aos imigrantes.



EDUCAÇÃO E ADAPTAÇÃO



Imigrar em última análise, significa “entrar em um país que não é o seu próprio país de origem para ali viver ou passar um período de sua vida”. Esta mudança, exige uma adaptação. E a primeira das barreiras é a língua.



O ideal é que o imigrante procure o aprendizado da língua, de forma antecipada (antes de sair de seu país de origem), minimizando as dificuldades. Porém nem sempre isto ocorre. Por esta razão, o Jornal dos Imigrantes dá especial destaque às dicas de aprendizado do Portugûes, pois é o primeiro passo para uma boa adaptação. Mas somente dicas não bastam, a participação em cursos de línguas é altamente recomendada, ajudando tanto no aprendizado quanto na sociabilização do indivíduo.



OS IMIGRANTES NA REDE PÚBLICA DE ENSINO



As redes de ensino público tem recebido cada vez mais imigrantes, e tem sido observada a necessidade de uma atenção especial ao imigrante recém chegado.



Para o imigrante mais jovem o aprendizado do Portugûes é mais fácil.



Segundo o Censo Escolar, 10 mil alunos estrangeiros ingressaram na rede pública de ensino, no perído de 2007 e 2009, e com isto foi atingido um total de 38 mil estudantes na Educação Básica da rede pública. Sendo este uma das grandes questões a serem discutidas. O que fazer para ajudar o imigrante nesta difícil adaptação ?



Como um primeiro esforço, em vários países, bem como no Brasil, as escolas incentivam os alunos estrangeiros a falarem sobre seus países de origem, enriquecendo a experiência dos demais alunos, bem como, estimulando o imigrante ao diálogo e demonstrando o interesse dos demais em sua história, o que ajuda na adaptação e demonstra uma excelente receptividade. A valorização à diversidade deve ser portanto o indicativo de uma escola que deseja integrar este aluno imigrante e que realmente se preocupa em relacionar o imigrante ao seu conteúdo curricular e em flexibilizar as diferentes formas de avaliação.



QUAIS SÃO OS IMIGRANTES?



Hoje o Brasil pode dizer que já recebeu imigrantes do mundo todo. Porém como foi que tudo começou?



Muitos consideram o início da imigração no Brasil, no ano de 1530, com a vinda dos portugueses para dar início ao plantio de cana-de-açúcar e foi intensificada a partir de 1818, com a chegada dos primeiros imigrantes não-portugueses, durante a regência (D. João VI).



Em seguida vieram os suíços, em 1819 ( no Rio de Janeiro, Nova Friburgo); os alemães, em 1824 (Rio Grande do Sul – Novo Hamburgo, São Leopoldo, Santa Catarina, Blumenau, Joinville e Brusque); os eslavos, originários da Ucrânia e Polônia (Paraná); turcos e os árabes (na Amazônia); italianos de Veneza, Gênova, Calábria, e Lombardia (maior parte para São Paulo) e os japoneses, entre outros.



Muitos povos procuraram o território brasileiro diante de várias e ciclos econômicos e oportunidades de negócios e trabalho, entre eles, o ramo cafeeiro, as atividades artesanais, a policultura, a atividade madeireira, a produção de borracha, a vinicultura, etc. Estima-se no entanto que o maior número de imigrantes no Brasil ainda são os portugueses, que aumentou muito a partir da Independência do Brasil. Tendo em vista a abolição da escravatura (1888), houve o incentivo à imigração de mão-de-obra qualificada, da europa, com o intuito de substituir os escravos. Nesta ocasião milhares de italianos e alemães chegaram para trabalhar nas fazendas de café do interior de São Paulo, nas indústrias e na zona rural do sul do país.



Atualmente muito se fala de um novo grupo de imigrantes: os coreanos, que em geral buscam o destaque no comércio (alimentos, calçados, vestuário, acessórios até artigos eletrônicos).



Imigração no Brasil, por nacionalidade – quinqüênios 1945-1949 a 1955-1959



Períodos Alemães Espanhóis Italianos Portugueses Japoneses Outros

1945-1949 5188 4092 15312 26268 12 29552

1950-1954 12204 53357 59785 123082 5447 84851

1955-1959 4633 38819 31263 96811 28819 47599

Fonte: Brasil: 500 anos de povoamento. Rio de janeiro : IBGE, 2000. Apêndice: Estatísticas de

500 anos de povoamento. p. 226

sábado, 5 de julho de 2014

Projeto Imigração Alemã
















Bem-vindo ao Projeto Imigração Alemã!

Temos o objetivo de servir de fonte de consulta para qualquer pessoa que esteja buscando informações sobre imigração alemã no Brasil, sobre seus antepassados e genealogia. Queremos não só reunir informações que estão dispersas pela internet em diversas páginas pessoais, mas também pouco a pouco acrescentar informações extras que formem um valioso banco de dados para pesquisadores interessados no assunto.

Se você é um pesquisador iniciante não deixe de consultar a página de dicas de pesquisa genealógica!!!






Veja as últimas Novidades!

(20 Agosto 2007)






Inicialmente patrocinada por Dom Pedro I a colonização do Brasil por alemães tinha o objetivo de povoar regiões desabitadas do Brasil - essencialmente o sul, sujeito a invasões e guerras constantes. Além disso buscava trazer soldados estrangeiros para o exército brasileiro.

Os links abaixo contam com mais detalhes a história da imigração

Cronologia da Imigração por Aristoteles Rodrigues

Imigração Alemã no Rio Grande do Sul

Imigração Alemã em Santa Catarina

Imigração Alemã em São Paulo

Imigração Alemã em Juiz de Fora - Minas Gerais












Os imigrantes quando chegavam normalmente recebiam um lote de terra nas "Colônias" administradas por empresas e pelo governo. As páginas abaixo dedicam-se à história de algumas das colônias mais importantes e sempre que possível buscam relacionar as famílias que ali se estabeleceram.

Colônia São Leopoldo - RS

Colônia São Lourenço - RS

Colônia Santo Ângelo - RS

Colônia de Ijuhy - RS

Colônia de Nova Friburgo - RJ










Os imigrantes alemães se estabeleceram no Brasil criando raízes. Nestes quase 180 anos seus descendentes se espalharam por todo o país. Atualmente existem mais de 250 páginas na internet com a história e genealogia de várias famílias alemãs que se estabeleceram no Brasil.

Se desejar montar uma página genealógica da sua família não deixe de ler estas dicas. Depois nos mande um email para a gente incluir um link para sua página!

Rio Grande do Sul - 118 páginas de famílias de origem alemã no RS.

Santa Catarina - 89 páginas de famílias de origem alemã em SC.

São Paulo - 21 páginas de famílias de origem alemã em SP.

Rio de Janeiro - 19 páginas de famílias de origem alemã no RJ.

Outros Estados - 23 páginas de famílias alemãs em outros estados do Brasil.












As páginas abaixo apresentam informações diversas que servem de auxílio para a pesquisa genealógica.

Listas de Passageiros - 36 listas de passageiros da Alemanha para o Brasil disponíveis e links para outras fontes.

Cemitérios - links para páginas contendo registros de cemitérios de imigrantes alemães

Fontes de Referência - índices de livros de genealogia alemã, links para bibliotecas, arquivos, etc.

Lista dos Emigrantes de Simmern

Outros Links


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Use o buscador do Projeto Imigração Alemã !!

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Informações sobre Cidadania Alemã - Consulado da Alemanha em São Paulo

Informações sobre Cidadania Alemã - Arquivo Público do Estado do Espírito Santo