sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Família de Hitler e seus descendentes hoje


Família de Hitler e seus descendentes hoje


Hitler e Eva Braun, sua futura esposa, com quem se casaria, segundo relato, pouco antes da capitulação frente aos aliados

Um assunto bastante curioso e interessante, porém, pouco e até mesmo delicado de se tratar é a questão da família de Hitler e seus descendentes no contexto do pós guerra. Evitado tanto pelo lado daqueles que lutaram contra a Alemanha Nacional-Socialista, quem sabe pelo fato de terem em cheque uma acusação de perseguição infundada e por isso mantenham interesses em ocultar certos segredos, quanto por aqueles que são e foram seus simpatizantes, talvez por falta de informação ou censura.


Muitas foram e ainda são as especulações a cerca da origem do Chanceler alemão e sua descendência. Umas dizem que Hitler teria sangue judeu correndo e suas veias, vindas de seu avô (ou bisavô), ou que seria um membro família Rotschild (banqueiros judeus) ou mesmo que Hitler teria tido filhos e escondido tal fato da mídia, mas que porém, com a queda da Alemanha, os Aliados teriam mantido tais informações sobre controle...Importante mesmo é lembrar que dentro do campo das especulações, principalmente no que diz respeito a historiografia da Segunda Guerra Mundial, Adolf Hitler e o Nacional-Socialismo, encontrasse desde muito antes da guerra, um verdadeiro "Vale-Tudo" de informações e contra-informações utilizadas no intuito de desmoralizar e desmantelar o inimigo. Frutos disso, hoje em dia são não só a repugnante morbidez da historiografia oficial mas muitas teorias de conspiração que agitam sites de internet e livros de ficção cientifica ou com visões "acadêmicas" verdadeiramente esquizofrênicas.


Vamos ao que podemos hoje chamar de fatos: Adolf Hitler era filho de Klara Pölz e Alois Hiedler (ou Hüttler). Seu pai, que nascera com o sobrenome Schickgruber (materno), após comprovar a paternidade de Johann Hiedler (ou Hüttler), seu verdadeiro pai, muda seu sobrenome para o do mesmo e casasse com Klara e por um erro de cartório ocorrido com o nome do esposo herda do marido, assim como ele próprio o sobrenome Hitler.



Árvore genealógica de Adolf Hitler
Fruto do casal são os seus 6 filhos: Gustav, Ida, Otto, Adolf, Edmund e Paula. Dos quais apenas Adolf, o quarto e Paula, a caçula sobreviveram até a idade adulta (coisa comum a época). Além deles, Alois, teve mais dois filhos de um casamento anterior: Angela (1883 - 1949) e Alois Jr. (1882 - 1956), seus dois meio-irmãos dos quais não deixaria de ter contato sempre que possível.

IRMÃ E MEIO-IRMÃOS



Paula Hitler (1896 - 1960)
Sua unica irmã legítima, Paula Hitler, nasceu em Hafeld, Áustria. Após a morte da mãe, Hitler concedeu a sua parte da pensão de órfão à irmã. Ela perdeu o contato com Adolf por muitos anos, incluindo a Primeira Guerra Mundial e o seguimento. Ela disse mais tarde que quando se voltaram a encontrar, na década de 1920, ela ficou surpresa e não o reconhecia, mas ficou encantada quando ele a levou às compras. A partir de 1929 ela só o via uma vez por ano, normalmente em grandes eventos nacionais ou do partido. Em 1936, ele pediu-lhe que ela mudasse o nome para Paula Wolf (alcunha de infância de Hitler, que ele tinha usado na década de 1920, incógnito). Adolf ofereceu-lhe apoio financeiro regular desde o início da década de 1930 até à sua morte em 1945.

Paula trabalhou como secretária num hospital militar até ao fim da Segunda Guerra Mundial. Foi presa pelos Aliados em 1945, foi inquirida e libertada no início do ano seguinte. Ela disse não acreditar que o irmão dela era o responsável pelo Holocausto mas os agentes ignoraram isto considerando que era um ato de lealdade a Hitler. Depois de livre da custódia dos EUA, Paula voltou a Viena onde ela trabalhou em uma loja de artes. Em 1952 ela foi viver em Berchtesgaden, Alemanha, onde levou uma vida em isolamento num apartamento com dois quartos até à sua morte em 1 de Junho de 1960. Paula nunca se casou nem teve filhos. Há algumas evidências de que ela compartilhou com seu irmão fortes convicções nacionalistas, mas não era politicamente ativa. Paula foi sepultada em Berchtesgaden.

Somente seus meio irmãos tiveram filhos: Alois Hitler Jr, conheceu a irlandesa Bridget Dowling na RDS Arena. Fugiram para Londres e casaram em 3 de junho de 1910. O casal estabeleceu-se em Liverpool, onde o filho William Patrick nasceu em 1911. Estabeleceu-se com um pequeno restaurante em Dale Street, uma pensão na Parliament Street e um hotel no Mount Pleasant, mas todos estes empreendimentos falharam. Finalmente ele deixou sua família em maio de 1914 e retornou sozinho para o Império Alemão, para estabelecer-se no negócio de lâminas de barbear. Mas a Primeira Guerra Mundial eclodiu logo depois, isolando Alois na Alemanha e impossibilitando sua mulher e o filho de se juntarem a ele.

Alois Jr. casou-se então com outra mulher, Hedwig Heidemann (ou Hedwig Mickley) do qual gerou Heinrich "Heinz" Hitler. O ardil de Alois Hitler foi descoberto pelas autoridades alemãs e Alois foi processado por bigamia em 1924, mas absolvido devido à intervenção de Bridget em seu nome.

William Patrick ficou com Alois e sua nova família durante as suas primeiras viagens à Alemanha da República de Weimar, no final da década de 1920 e início da década de 1930. Em 1934 Alois estabeleceu um restaurante em Berlim, que tornou-se um local popular das Tropas de Assalto (SA). Alois conseguiu manter o restaurante funcionando durante toda a Segunda Guerra Mundial. No final da guerra foi preso pelos britânicos, mas liberado quando ficou claro que ele não tinha participado do regime de seu meio-irmão Adolf Hitler. Alois morreu de causas naturais, em 1956.

Angela Hitler, que depois se tornaria Angela Franziska Johanna Hammitzsch, e após casar-se com Leo Rudolf Raubal, se tornaria Angela Raubal, teve com seu marido dois filhos: Leo Rudolf Raubal Jr. (1906 - 1977), Elfriede e Angela "Geli" Raubal (1908 - 1931). Por muito tempo, Hitler fora acusado caluniosamente de ter uma relação amorosa com sua meia-sobrinha Geli e de ser o responsável por sua morte. Porém, tudo foi desmentido apenas depois da sua morte porque (segundo o historiador Werner Maser) Leo Jr. afirmou em 1967 que Hitler era "absolutamente inocente".





OS MEIO-SOBRINHOS


Leo Nasceu em Linz (Império Austro-Húngaro).Trabalhou em Salzburgo como professor de química. e visitava sua mãe de forma esporádica, quando morava em Berchtesgaden.


Leo Raubal era, assim como seu primo mais novo, Heinz Hitler, mas ao contrário de William Patrick Hitler, um "sobrinho favorito do líder", e Hitler gostava de passar um tempo com eles.


Antes da guerra, tornou-se gerente da Siderúrgica Linz. Em outubro de 1939, foi convocado para a Luftwaffe e foi tenente do corpo de engenharia. Ele se parecia com Adolf Hitler e, por vezes, atuou como dublê de Hitler durante a guerra.


Leo Hitler Raubal Jr. Foi ferido em janeiro de 1943 durante a Batalha de Stalingrado, e Friedrich Paulus solicitou a Hitler um plano para evacuar Raubal para a Alemanha. Hitler se recusou e Raubal foi capturado pelos soviéticos em 31 de janeiro de 1943. Hitler deu ordens para verificar a possibilidade de uma troca de prisioneiros com os soviéticos com o filho de Josef Stalin, Yakov Dzhugashvili, que estava no cativeiro alemão desde 16 de julho de 1941. Stalin, que não gostava muito de Yakov se recusou a trocá-lo, seja por Raubal ou por Friedrich Paulus, e afirmou "guerra é guerra".


Raubal ficou detido em prisões de Moscou e foi libertado pelos soviéticos em 28 de setembro de 1955, e retornou para a Áustria. Viveu e trabalhou em Linz como professor. Faleceu durante um período de férias na Espanha e foi enterrado em 7 de setembro de 1977, em Linz.


Leo Raubal Jr. teve um filho Pedro Raubal, nascido em 1931. Assim como seu irmão, Elfriede Raubal também teve um de nome Heiner Hochegger, nascido em 1945.


Quanto aos irmãos Heinz e William, filhos de Alois Hitler Jr. eram dois opostos. Heinrich "Heinz" Hitler (1920 - 1942), era filho do segundo casamento de seu pai. Quando a Segunda Guerra Mundial começou, ingressou na Wehrmacht e serviu na Frente Oriental, onde foi capturado e morto na prisão em 1942.





Heinrich "Heinz" Hitler (1920 - 1942)


Ao contrário de seu meio-irmão, William Patrick Hitler, Heinz era um Nacional-Socialista. Ele participou de uma academia militar da elite SS, o Instituto Nacional de Educação Política (Napola) em Ballenstedt/Saxônia-Anhalt. Aspirando a ser um oficial, Heinz ingressou na Wehrmacht como um suboficial em 1941, e participou da invasão da União Soviética, a Operação Barbarossa. Em 10 de janeiro de 1942, foi capturado pelas forças soviéticas e enviado para a prisão militar de Butyrka em Moscou, onde morreu com 21 anos, depois de vários dias de interrogatório e tortura.


William Patrick "Willy",viveu na Alemanha e no Reino Unido (onde nascera, ao contrário de Heinz).



Inicialmente tentou aproveitar a ascensão de Hitler, mas não conseguir o que eu esperava. Anos mais tarde, ele viajou com a mãe para os Estados Unidos, onde ele iria começar uma nova vida. Quando a Segunda Guerra Mundial começou, ele serviu na Marinha dos Estados Unidos a serviço dos Aliados e lutou contra o seu próprio tio. Após o fim do conflito, o seu sobrenome foi apagado e adotou o de Stuart-Houston.


William viria a falecer em seu local de nascimento, Liverpool, não sem antes caluniar muito seu tio, em 1987. Ele teve três filhos: Alexander, Louis e Brian.


OS PARENTES DE HITLER ATUALMENTE:


Recentemente uma revista francesa (a revista 'Paris Match') revelou que três familiares do chanceler alemão vivem atualmente nos EUA e nenhum deles tem filhos. Alexander, Louis e Brian vivem em Long Island e levam uma vida semelhante a de muitos norte-americanos. No entanto, vivem com o fardo de ter um dos nomes mais odiados no mundo: "Hitler".


"Teria sido melhor se nós não fossemos descendentes de Hitler", disse Alexander Stuart-Houston a um dos jornalistas da revista francesa.


O repórter perguntou-lhe se era verdade que a família de Adolf Hitler tinha feito um pacto para nunca mais ter filhos. "A única regra que temos", disse ele, é "não falar com os jornalistas".


De acordo com David Gardner, autor de "O Último dos Hitlers", os irmãos nunca assinaram um acordo, mas a verdade é que nenhum é casado e não tem filhos.


Por sua vez, o escritor e historiador espanhol César Vidal lembra que, "atualmente, apenas cinco parentes (diretos, de sangue) de Hitler ainda estão vivos: Alexander, Louis e Brian e dois filhos de sua meia-irmã Angela, Peter Raubal e Heiner Hochegger. Peter Raubal agora é um engenheiro aposentado, sem intenção de perpetuar a raça. Algo semelhante acontece com Heiner Hochegger que nasceu em 1945 e não teve filhos", disse (os últimos dois já são idosos).

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Imigrantes e descendentes mantêm tradições japonesas em Atibaia, SP



Imigrantes e descendentes mantêm tradições japonesas em Atibaia, SP
Cidade conhecida pela produção de flores se desenvolveu com a imigração.
Culinária, arte e ensinamentos são repassados para novas gerações.



Nicole Melhado Do G1 Vale do Paraíba e Região
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Cultura japonesa é preservada pelas famílias e Centro Cultural em Atibaia (Foto: Nicole Melhado/ G1 e Divulgação)

Com cerca de 1.500 famílias de origem japonesa, a cidade de Atibaia, na região bragantina, é uma das maiores colônias japonesas do estado de São Paulo. A preservação da cultura, gastronomia e, sobretudo, dos valores nipônicos estão presentes na vida dos descendentes e na cidade.

Os primeiros japoneses chegaram à região na década de 1930, atraídos pela oportunidade de adquirir terras para cultivar hortaliças e flores. Atualmente, apenas a cidade de Atibaia é responsável pela produção de 23% de toda a produção nacional de flores. No último ano, a Festa de Flores e Morangos, evento tradicional na cidade, atraiu 120 mil visitantes ao município.
Família Oikawa cultiva flores em Atibaia desde
1973 (Foto: Nicole Melhado/ G1)

Na propriedade da família Oikawa, a produção anual chega a 4,3 milhões de hastes de flores - apenas de rosas são 2,3 milhões de unidades. A área tem 16 hectares e 60 funcionários. O cultivo começou com o patriarca da família, Kimio Oikawa, em 1973. Natural de Iwate Ken, nordeste do Japão, Kimio chegou ao Brasil em setembro de 1959, trazendo a esposa Toko.

“Um vizinho do meu patrão em Tóquio me falou sobre o Brasil. Vi no Brasil uma oportunidade de trabalhar com honestidade e me estabilizar. Quando embarcamos já não pensava em voltar, mesmo porque não sabíamos se teríamos dinheiro para isso”, contou com o sotaque carregado.

Kimio voltou ao Japão por quatro vezes, porém sempre a passeio, dando ainda oportunidade aos seis filhos e 11 netos de fazerem o mesmo. A filha Elenice Mie conta que os irmãos buscaram outras ocupações e oportunidades de trabalho, mas quatro deles voltaram a atuar na produção de flores para ajudar na empresa da família. “Cada um acabou encontrando sua vocação, aptidão e administrando um setor. Meu pai nos ensinou que o sol nasce para todos e a vida é feita de oportunidades e trabalho”, disse.

Na casa da família Oikawa, o idioma oficial ainda é o japonês. Pelas paredes, lembranças e na televisão notícias da terra natal. Com um sorriso suave, Kimio San, hoje com 78 anos, afirma que nunca foi um pai rígido, preferiu ser um pai amigo e ensinar por meio de exemplos. Mesmo depois de perder as duas pernas em um acidente, aos 36 anos de idade, ele nunca parou de trabalhar. “Fiquei 18 dias no hospital, quando voltei para casa já voltei ao trabalho. Afinal daqui para cima é tudo normal. Nunca tivemos capital, então o jeito de sustentar a família era através do trabalho”, recordou.
Shugo Izumi e o filho Dai trabalham na arte da
cerâmica (Foto: Nicole Melhado/ G1)

Tradição
Na família Izumi, a arte e o trabalho também são passados de uma geração a outra. Em uma atividade manual que necessita de concentração e habilidade, são produzidas cerca de 2 mil peças de cerâmica por mês, entre utensílios e objetos decorativos.

O desenhista Industrial Rafael Dai, de 27 anos, aprendeu com o pai Shugo Izumi, de 65 anos, a arte da cerâmica. “Ele não fala muito, espera que você formule suas dúvidas e a técnica você assimila durante o trabalho”, explica Rafael.

A filosofia oriental de ensino é usada também nas aulas de japonês na Associação Cultural e Esportiva Nipo-Brasileira de Atibaia (Acenbra). A professora Mie Kato Yokomizo, que veio ao Brasil pela primeira vez há 8 anos, compreende, mas fala pouco português. Ela utiliza atividades de pintura, origami e até gastronomia para ensinar o idioma não só aos descendentes, mas aos admiradores da cultura asiática.

“Somente o estudo do idioma não é suficiente. Como poderia explicar o que significa a palavra ‘gostoso’, por exemplo, sem que os alunos experimentassem essa sensação?”, diz Mie Kato.

Música
No Centro de Cultura Japonesa de Atibaia, que conta atualmente com quase 400 sócios, os alunos ainda têm contato com o esporte e a música. O grupo de taikô Kawasuji Seiryu Daiko foi campeão brasileiro em 2005, na Categoria Junior, e representou o Brasil em uma competição no Japão. Ao todo são 70 integrantes em quatro sub-grupos.

Aos alunos, o jovem mestre Jun Aoyama, de 26 anos, transmite os conhecimentos sobre o instrumento de guerra utilizado há mais de 2 mil anos. “Mais do que isso repassamos valores como humildade, respeito e educação ao grupo”, salienta o nissei.

domingo, 30 de agosto de 2015

Atenção aos descendentes de portugueses no Brasil



consulares de cidadania portuguesa.



Atenção aos descendentes de portugueses no Brasil









Há milhões de descendentes de portugueses no Brasil. Você é um deles? Fique alerta. Há um fato atual importante que está passando despercebido e vai influenciar o destino de seus filhos, netos e bisnetos. As vantagens ou desvantagens futuras são definitivas! Vantagens para os atentos, desvantagens para os desatentos. Trata-se de um item da lei portuguesa, como vamos explicar.

A maioria das pessoas conhece as vantagens de se ter a dupla cidadania européia juntamente com a do seu país de origem, que pode ser obtida pelos descendentes de portugueses de quaisquer países da Comunidade Européia (CE), segundo sua a legislação específica. Os filhos, netos e bisnetos passam a ser cidadãos europeus e tem as seguintes regalias:

- Morar e trabalhar legalmente em qualquer país da Europa sem o desconforto de pressões dos departamentos de controle de imigração para deportar os “ilegais”;
- Cruzar toda a Europa livremente a qualquer momento sem vistos e burocracia entre os países. É só comprar a passagem e ir para o aeroporto. Ou seguir de carro;
- Viajar para os EUA, Canadá e Japão (a turismo) com facilidade de vistos, obtidos até pela Internet, ao apresentar o número da identificação.

No caso português, segundo esse item da legislação consular, para que um descendente de portugueses possa obter a cidadania, as pessoas que são o “elo de ligação” entre o descendente e o cidadão português (pai, mãe, avô, avó, bisavô, bisavó), precisam estar vivas. O português mesmo, não precisa estar vivo. Mas se um elo falecer, o descendente perde o direito à cidadania e somente pode “se naturalizar” português, cujo processo é complicado, demorado, corre em Portugal e não no consulado. No final do processo há o risco de a autoridade judiciária de plantão negar a cidadania, afirmando que falta um requisito básico exigido, ou seja, “não há uma forte ligação do requerente com a Comunidade Portuguesa”. E ponto final. O valor já pago é perdido.

Esse é o ponto. Há gerações de pessoas que estão correndo este perigo. Vamos fazer as contas. Exemplos:

Caso 1 – Seu bisavô é português, vivo ou falecido, não importa. Seu avô nasceu no Brasil por volta de 1910. Seu avô tem 90 anos, seu pai 70. Você 40. Se qualquer um deles dois falecer, você perdeu o direito à dupla cidadania. Você e seus filhos e netos. É uma pena. Por isso estamos fazendo este alerta a todos para ficarem atentos.

Caso 2 – Seu pai tem 85 veio para o Brasil com 15 anos em 1940, fugindo da II Guerra. Você tem 65 e tem pressão alta. Se você falecer, a cena se repete: filhos, netos e demais descendentes sem cidadania.

Estes são só exemplos. O seu caso pode ser um pouco diferente mas o risco está aí. Somos normalmente procurados por pessoas preocupadas que “acordaram” quando o avô, ou pai, já está doente, acamado, ou não é mais juridicamente responsável. Ou pior então, quando já faleceu e eles recebem a má notícia: “infelizmente, no seu caso, não é mais possível a dupla cidadania, só a naturalização.”

Então, se você é descendente, fique atento e não perca tempo. Avise também os amigos descendentes. Faça uma corrente positiva de ajuda. As entidades luso-brasileiras são um bom lugar para se prevenir as pessoas. Ou a empresa onde você trabalha. Não podemos nos dar ao luxo de sermos distraídos ou indiferentes quanto ao futuro dos nossos filhos e netos num mundo concorrencial e impessoal como o que vivemos.

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Imigrantes e descendentes mantêm tradições japonesas em Atibaia, SP Cidade conhecida pela produção de flores se desenvolveu com a imigração. Culinária, arte e ensinamentos são repassados para novas gerações.


Imigrantes e descendentes mantêm tradições japonesas em Atibaia, SP
Cidade conhecida pela produção de flores se desenvolveu com a imigração.
Culinária, arte e ensinamentos são repassados para novas gerações.



Nicole Melhado Do G1 Vale do Paraíba e Região



Cultura japonesa é preservada pelas famílias e Centro Cultural em Atibaia (Foto: Nicole Melhado/ G1 e Divulgação)

Com cerca de 1.500 famílias de origem japonesa, a cidade de Atibaia, na região bragantina, é uma das maiores colônias japonesas do estado de São Paulo. A preservação da cultura, gastronomia e, sobretudo, dos valores nipônicos estão presentes na vida dos descendentes e na cidade.

Os primeiros japoneses chegaram à região na década de 1930, atraídos pela oportunidade de adquirir terras para cultivar hortaliças e flores. Atualmente, apenas a cidade de Atibaia é responsável pela produção de 23% de toda a produção nacional de flores. No último ano, a Festa de Flores e Morangos, evento tradicional na cidade, atraiu 120 mil visitantes ao município.
Família Oikawa cultiva flores em Atibaia desde
1973 (Foto: Nicole Melhado/ G1)

Na propriedade da família Oikawa, a produção anual chega a 4,3 milhões de hastes de flores - apenas de rosas são 2,3 milhões de unidades. A área tem 16 hectares e 60 funcionários. O cultivo começou com o patriarca da família, Kimio Oikawa, em 1973. Natural de Iwate Ken, nordeste do Japão, Kimio chegou ao Brasil em setembro de 1959, trazendo a esposa Toko.

“Um vizinho do meu patrão em Tóquio me falou sobre o Brasil. Vi no Brasil uma oportunidade de trabalhar com honestidade e me estabilizar. Quando embarcamos já não pensava em voltar, mesmo porque não sabíamos se teríamos dinheiro para isso”, contou com o sotaque carregado.

Kimio voltou ao Japão por quatro vezes, porém sempre a passeio, dando ainda oportunidade aos seis filhos e 11 netos de fazerem o mesmo. A filha Elenice Mie conta que os irmãos buscaram outras ocupações e oportunidades de trabalho, mas quatro deles voltaram a atuar na produção de flores para ajudar na empresa da família. “Cada um acabou encontrando sua vocação, aptidão e administrando um setor. Meu pai nos ensinou que o sol nasce para todos e a vida é feita de oportunidades e trabalho”, disse.

Na casa da família Oikawa, o idioma oficial ainda é o japonês. Pelas paredes, lembranças e na televisão notícias da terra natal. Com um sorriso suave, Kimio San, hoje com 78 anos, afirma que nunca foi um pai rígido, preferiu ser um pai amigo e ensinar por meio de exemplos. Mesmo depois de perder as duas pernas em um acidente, aos 36 anos de idade, ele nunca parou de trabalhar. “Fiquei 18 dias no hospital, quando voltei para casa já voltei ao trabalho. Afinal daqui para cima é tudo normal. Nunca tivemos capital, então o jeito de sustentar a família era através do trabalho”, recordou.
Shugo Izumi e o filho Dai trabalham na arte da
cerâmica (Foto: Nicole Melhado/ G1)

Tradição
Na família Izumi, a arte e o trabalho também são passados de uma geração a outra. Em uma atividade manual que necessita de concentração e habilidade, são produzidas cerca de 2 mil peças de cerâmica por mês, entre utensílios e objetos decorativos.

O desenhista Industrial Rafael Dai, de 27 anos, aprendeu com o pai Shugo Izumi, de 65 anos, a arte da cerâmica. “Ele não fala muito, espera que você formule suas dúvidas e a técnica você assimila durante o trabalho”, explica Rafael.

A filosofia oriental de ensino é usada também nas aulas de japonês na Associação Cultural e Esportiva Nipo-Brasileira de Atibaia (Acenbra). A professora Mie Kato Yokomizo, que veio ao Brasil pela primeira vez há 8 anos, compreende, mas fala pouco português. Ela utiliza atividades de pintura, origami e até gastronomia para ensinar o idioma não só aos descendentes, mas aos admiradores da cultura asiática.

“Somente o estudo do idioma não é suficiente. Como poderia explicar o que significa a palavra ‘gostoso’, por exemplo, sem que os alunos experimentassem essa sensação?”, diz Mie Kato.

Música
No Centro de Cultura Japonesa de Atibaia, que conta atualmente com quase 400 sócios, os alunos ainda têm contato com o esporte e a música. O grupo de taikô Kawasuji Seiryu Daiko foi campeão brasileiro em 2005, na Categoria Junior, e representou o Brasil em uma competição no Japão. Ao todo são 70 integrantes em quatro sub-grupos.

Aos alunos, o jovem mestre Jun Aoyama, de 26 anos, transmite os conhecimentos sobre o instrumento de guerra utilizado há mais de 2 mil anos. “Mais do que isso repassamos valores como humildade, respeito e educação ao grupo”, salienta o nissei.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Os imigrantes alemães e seus descendentes no Brasil: a língua como fator identitário e inclusivo


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Os imigrantes alemães e seus descendentes no Brasil : a língua como fator identitário e inclusivo




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Para citar ou acessar este item utilize:
http://hdl.handle.net/10183/20697

Título Os imigrantes alemães e seus descendentes no Brasil : a língua como fator identitário e inclusivo

Autor Pupp Spinassé, Karen

Resumo O passado do Brasil como colônia portuguesa desenhou o desenvolvimento da história e da gente brasileira. Entretanto, as ondas migratórias de outros povos europeus também exerceram função inquestionável na formação da diversidade lingüística, étnica, social, cultural e política característica do país. Os imigrantes alemães no Brasil, por exemplo, sofreram muitas vezes, durante o processo de adaptação e modificação (tanto de seu dia-a-dia como de sua língua), com aspectos negativos próprios de minorias estrangeiras: a exclusão identitária e o preconceito. Junto a razões geográficas e históricas, também fatores sociais contribuíram para esse quadro. O presente artigo visa a descrever esse processo através da lingüística, observando as fases distintas pelo qual passou. Como base, exemplo e fonte foram utilizadas pesquisas sobre o alemão falado atualmente no Brasil, traçando assim uma ligação direta entre língua, identidade e integração social. O trabalho mostrará como os fatores lingüísticos influenciaram e marcaram o processo integrativo.

Abstract The Portuguese colonization with its system was the central line of Brazil’s socioanthropological development. However, the migrations waves from other Europeans have also influenced at the construction of Brazil’s typical linguistic, ethnical, social, cultural and political diversity. As one of these, the German immigrants in Southern-Brazil suffered some times during the process of adaptation and modification (so well in their day-by-day life as in their language) the negative aspects of a foreign minority: the identity exclusion and the discrimination. Not just the geographical and historical reasons, but the social factors did also help to such a situation. Therefore, this paper intends to describe this process through the linguistic, observing the different periods it passed through. This analysis was driven by researching the “German”-Language spoken nowadays in Brazil, making a direct relationship among language, identity and social integration. This paper shows, how the language influenced and characterized the integrations process.

Contido em Conexão Letras. Porto Alegre. Vol. 3, n. 3 (2008), p. 125-140

Assunto Identidade
Integração social
[en] Hunsrückisch
[en] Identity
[en] Linguistic changes
[en] Social integration

Origem Nacional

Tipo Artigo de periódico

URI http://hdl.handle.net/10183/20697


ArquivosDescriçãoFormato
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sexta-feira, 24 de julho de 2015

Saiba como obter a cidadania portuguesa no Brasil


Saiba como obter a cidadania portuguesa no Brasil


Saiba o que é preciso para obter a cidadania portuguesa no Brasil(Stockbyte/VEJA)

De acordo com a nova lei da nacionalidade, decretada em 2006, o governo de Portugal concede a nacionalidade portuguesa por naturalização aos indivíduos no estrangeiro com, pelo menos, um ascendente do segundo grau. Com a mudança, muitos brasileiros que têm descendência portuguesa podem requerer a cidadania.

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O primeiro passo para conseguir a cidadania portuguesa é procurar o Consulado Português que atende ao seu Estado e entrar com um pedido de solicitação do reconhecimento do parentesco. Confira abaixo todas as informações necessárias para conseguir a nacionalidade portuguesa aqui no Brasil,

Como obter a cidadania portuguesa no Brasil




01

02

03

04

05
1 de 5(Foto: iStockphoto/Getty Images)

Quem tem direito à cidadania?

A cidadania portuguesa pode ser atribuída de duas formas:

Originária por atribuição - casos de indivíduos filhos ou com ascendente de segundo grau de um cidadão português.

Derivada por aquisição - casos de indivíduos casados ou em união estável com cidadão de nacionalidade portuguesa, filhos de pessoas que tenham adquirido a nacionalidade de forma derivada, pessoas adotadas por cidadãos da nacionalidade portuguesa, estrangeiros que residam em território português há pelo menos seis anos e menores nascidos em território português.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

BRASIL PAÍS DE IMIGRAÇÃO

 
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