sexta-feira, 24 de julho de 2015

Saiba como obter a cidadania portuguesa no Brasil


Saiba como obter a cidadania portuguesa no Brasil


Saiba o que é preciso para obter a cidadania portuguesa no Brasil(Stockbyte/VEJA)

De acordo com a nova lei da nacionalidade, decretada em 2006, o governo de Portugal concede a nacionalidade portuguesa por naturalização aos indivíduos no estrangeiro com, pelo menos, um ascendente do segundo grau. Com a mudança, muitos brasileiros que têm descendência portuguesa podem requerer a cidadania.

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O primeiro passo para conseguir a cidadania portuguesa é procurar o Consulado Português que atende ao seu Estado e entrar com um pedido de solicitação do reconhecimento do parentesco. Confira abaixo todas as informações necessárias para conseguir a nacionalidade portuguesa aqui no Brasil,

Como obter a cidadania portuguesa no Brasil




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1 de 5(Foto: iStockphoto/Getty Images)

Quem tem direito à cidadania?

A cidadania portuguesa pode ser atribuída de duas formas:

Originária por atribuição - casos de indivíduos filhos ou com ascendente de segundo grau de um cidadão português.

Derivada por aquisição - casos de indivíduos casados ou em união estável com cidadão de nacionalidade portuguesa, filhos de pessoas que tenham adquirido a nacionalidade de forma derivada, pessoas adotadas por cidadãos da nacionalidade portuguesa, estrangeiros que residam em território português há pelo menos seis anos e menores nascidos em território português.

segunda-feira, 20 de julho de 2015

BRASIL PAÍS DE IMIGRAÇÃO

 
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MODERNIZAR E AGILIZAR

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Brasil vai investir em dados sobre refugiados e aumentar estrutura do Comitê Nacional para Refugiados – Conare.

FLUXO ORDENADO

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INTEGRAÇÃO PELA EDUAÇÃO

Por oestrangeiro.org on 27/06/2015


Imigrantes haitianos levam o estudo a sério para o aprendizado do português e obtenção do certificado de Ensino Médio.
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terça-feira, 30 de junho de 2015

O empresário Donald Trump foi demitido por comentário racista


Donald Trump
TV dos EUA demite apresentador de O Aprendiz por comentário racistaREPRODUÇÃO/FOX
O empresário Donald Trump discursa em campanha para a Presidência dos EUA, no último dia 16



Por REDAÇÃO, em 29/06/2015 · Atualizado às 16h08

Criador da frase "Você está demitido" no reality show O Aprendiz, o empresário Donald Trump foi dispensado hoje (29) pela rede norte-americana NBC. A emissora decidiu romper contrato com o magnata após comentários preconceituosos contra mexicanos feitos por ele no último dia 16, quando anunciou sua pré-candidatura à Presidência dos Estados Unidos, pelo Partido Republicano. A emissora anunciou que Trump não apresentará mais O Aprendiz. A NBC também cancelou a exibição do Miss Estados Unidos, organizado por uma das empresas de Trump.

No discurso em que iniciou a campanha para a Casa Branca, o empresário fez duras críticas aos imigrantes mexicanos. "Quando o México manda seu povo [para os EUA], manda pessoas que têm um monte de problemas e trazem esses problemas para nós", afirmou. "Eles trazem as drogas, trazem o crime, são estupradores", completou. Trump chegou a defender a construção de um muro na fronteira dos EUA com o México.

A resposta da NBC, para alguns críticos, demorou a ser dada. Mas chegou. "Na NBC, respeito e dignidade a todas as pessoas são a base dos nossos valores", disse a emissora em nota oficial. "Devido às recentes declarações depreciativas dadas por Donald Trump em relação aos imigrantes, a NBC Universal está encerrando a relação comercial com o sr. Trump".

O empresário respondeu à decisão da NBC em um evento em Chicago, na tarde de hoje. Ele disse que a relação com a emissora sempre foi boa e que os diretores da rede não queriam que ele se candidatasse, para que continuasse apresentando O Aprendiz. "E agora, após a minha opinião sobre imigração, que está correta, eles mudam de postura. Mas não tem problema", ponderou. "O fim da parceria é uma boa ideia, porque temos posições diferentes sobre imigração."

Trump estava na NBC desde 2004, quando estreou à frente de O Aprendiz, no qual o vencedor de cada edição ganhava um emprego em uma de suas empresas, tal como corre no Brasil com Roberto Justus.

Ele é herdeiro de uma fortuna deixada pelo pai, um dos maiores corretores de imóveis de Nova York. Trump continuou os negócios no mercado imobiliário e expandiu as atuações do conglomerado para o entretenimento. A revista Forbes estima a fortuna de Trump em US$ 4,1 bilhões (R$ 12,7 bilhões).

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Dia do Imigrante



Hoje é o dia de todos aqueles que tiveram a coragem de sair de casa, para conhecer outros mundos e de todos aqueles que tiveram a coragem de ficar...



quarta-feira, 27 de maio de 2015

Estrangeiros no Brasil






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terça-feira, 26 de maio de 2015

O estrangeiro


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Inícioestudantes › PEC-G 2016
PEC-G 2016

Por oestrangeiro.org on 12/05/2015

Estrangeiros têm até 3 de julho para tentar graduação no Brasil.

Estão abertas até 3 de julho próximo as inscrições para o processo seletivo de 2016 do Programa de Estudantes – Convênio de Graduação (PEC-G). Instrumento de cooperação educacional, o programa oferece a estudantes de países em desenvolvimento a oportunidade fazer a graduação em instituições brasileiras de educação superior.

São selecionados pelo programa, preferencialmente, candidatos inseridos em projetos de desenvolvimento socioeconômico que sejam objeto de acordo entre o Brasil e os países de origem. O estudante selecionado deve assumir o compromisso de regressar a seu país e contribuir com a área na qual se graduou.

Administrado pelos ministérios da Educação e das Relações Exteriores, em parceria com universidades públicas e particulares de todo o país, o PEC-G seleciona estrangeiros entre 18 e 23 anos, com ensino médio completo, para realizar gratuitamente estudos de graduação no Brasil. Mais antigo programa de mobilidade brasileiro, criado oficialmente em 1965, é regido pelo Decreto nº 7.948, de 12 de março de 2013, que conferiu força jurídica a seu regulamento e fortaleceu a oferta de vagas a jovens de países com os quais o Brasil mantém acordo educacional, cultural ou científico-tecnológico.

A abertura das inscrições para esta edição do PEC-G foi estabelecida pelo Edital nº 13, de 13 de abril de 2015, da Secretaria de Educação Superior (Sesu) do Ministério da Educação. Compete ao MEC coordenar os procedimentos referentes à adesão das instituições de ensino, a oferta de vagas, seleção e matrícula dos candidatos e acompanhamento do programa. Atualmente, estão matriculados no programa 1.431 estudantes, oriundos de 21 países. Entre eles, Cabo Verde, Guiné-Bissau, África do Sul, Gana, Angola, Benim, Congo, Senegal e Quênia.

(Portal MEC – 08/05/2015)

terça-feira, 12 de maio de 2015

Quem chega pra ficar : os imigrantes no Brasil




Quem chega pra ficar: os imigrantes no Brasil
Texto e fotos por Gabriel Soares

A dificuldade de imigrantes que chegam ao Brasil atrás de uma vida melhor e muitas vezes em condição ilegal é latente na Casa do Migrante, em São Paulo. Guerrilha conheceu a história de algumas dessas pessoas.

Chegando em uma paróquia no meio do bairro da Liberdade, em São Paulo, procuro por padre Paulo, um dos coordenadores da Casa do Migrante, onde os imigrantes vindos de várias partes do mundo chegam para recomeçar a vida quando não têm trabalho e algum contato formal no Brasil. É dia de Crisma coletiva, e muitos latino-americanos – como colombianos, peruanos e bolivianos – estão com suas melhores roupas para receber o sacramento da Igreja Católica. Antes da cerimônia, padre Paulo me conta que na noite anterior 80 haitianos haviam chegado do Acre com a esperança de encontrar uma maneira de ganhar a vida. Na lista de países de origem das pessoas que chegam por aqui estão Congo, Camarões, Haiti, Síria, China e outros da América do Sul.

O primeiro imigrante com quem converso é Osakue, um nigeriano que está há seis meses no Brasil e veio fugido da guerra. Ele trabalha atualmente instalando e fazendo a manutenção de aparelhos de ar-condicionado. Na Nigéria era soldador, função que pretende continuar a exercer por aqui. Osakue também quer trazer a família que ficou por lá para morar com ele; são três filhos e sua esposa. Quando chegou, conta que conseguiu trabalho temporário em uma empresa de soldagem, porém, logo que o serviço acabou, foi assaltado e ficou somente com a roupa do corpo. Com muita dificuldade para se comunicar na época, já na delegacia, conseguiu escrever seu nome e foi através das redes sociais que conseguiu encontrar um ex-colega de trabalho brasileiro chamado Marcos, que o encaminhou para a Casa do Migrante. Hoje, Osakue está aprendendo português muito rápido e por conta própria. Ele tem esperanças de ficar aqui legalmente, fazer cursos na área de solda e ter sua família ao seu lado no novo país.


Encontro outro nigeriano, Oluwadare, de 34 anos. Há apenas nove dias no Brasil, não fala quase nada de português. Na Nigéria, trabalhava no setor náutico, mas agora está disposto a encarar qualquer emprego, já que suas qualificações não têm validade em nosso país e sabe que provavelmente será muito difícil conseguir o mesmo tipo de trabalho aqui. Assim como na história de Osakue, sua família permaneceu na Nigéria e devem vir para cá depois. Oluwadare diz que quer aprender português o mais rápido possível, trabalhar e continuar vivendo no Brasil. Vindo do Haiti, Jules é o próximo com quem converso. Ele tem 28 anos e está há 15 dias em território nacional. Quando o abordei para a conversa, demonstrou-se desconfiado sobre minhas intenções. A reação é normal e até mesmo esperada, já que muitos dos imigrantes estão em situação ilegal e uma exposição lhes poderia causar problemas. Jules fala espanhol perfeitamente, o que facilita muito a nossa conversa. Ele me conta que na verdade sua família está na Republica Dominicana, e que chegou ao Haiti depois do terremoto que arrasou o país em 2010. Tem dois filhos, uma irmã, pai e mãe. A vontade de estar junto da família é unânime. Assim como a maioria dos imigrantes, Jules veio em busca de uma vida melhor, já que as condições no Haiti estão extremamente difíceis. Ele confessa que gosta muito do Brasil e que quer ficar aqui e conseguir um trabalho como em construções, por exemplo. Reclama do problema de não ter onde morar, já que a permanência na Casa do Migrante é provisória e muitas vezes não é possível abrigar a todos confortavelmente.

Depois de conhecer Jules, caminho até a cozinha e, preparando uma macarronada, está dona Silvna, que veio do Paraguai há sete anos. Ela tem família formada no Brasil e sempre que pode ajuda na cozinha da Casa do Migrante. Também veio atrás de emprego e acabou permanecendo. Hoje trabalha com costura, diz que não sofre preconceito por ser imigrante e gosta do país, mas mesmo assim pretende voltar para a sua terra em no máximo dois anos. Sobre os motivos, ela se queixa dizendo estar muito caro viver no Brasil, principalmente por causa do aluguel e da alimentação.

Entre os muito haitianos que estão conversando na frente da igreja, me aproximo de Frandy, que tem 24 anos. Há 3 meses no Brasil, não seria novidade se dissesse que veio buscando outra coisa que não um emprego. No Haiti a situação está escassa para os trabalhadores. Frandy já trabalhou com metalurgia e como pintor, conta que há brasileiros que o recebem bem, enquanto outros têm preconceito e desrespeitam muito os trabalhadores imigrantes de forma generalizada. Enquanto a conversa flui, muitos outros dos presentes vão se aproximando curiosos para saber o que está acontecendo. Frandy fala bem português e me diz que aprendeu sozinho no dicionário. Ele sente saudade do Haiti, mas conta que depois do terremoto ficou muito complicado continuar vivendo lá. Peço para tirar um retrato e ele me pede uma identificação de imprensa. Mesmo mostrando, ele se nega a ser fotografado.


Logo que acaba a cerimônia de Crisma, encontro com Lorenzo, um boliviano de 38 anos que há 15 vive aqui no Brasil. Ele me conta que o que o trouxe para cá foi a curiosidade. Como muitos outros bolivianos, trabalha em confecções, setor que em casos frequentes e, infelizmente, rotineiros, o serviço é executado de maneira abusiva e até mesmo denunciado como trabalho escravo. Familiarizado com a função, já que na Bolívia também trabalhava fazendo roupas, Lorenzo não pensa em voltar. Tem família formada em solo brasileiro. Quando pergunto se espera coisas boas para o Brasil em 2015, ele responde positivamente: “espero coisas boas, sim. Acredito que, como a maioria das pessoas que decide constituir família aqui, a esperança fica em nossos filhos”.

Padre Paulo decide me apresentar a um casal. Ele brasileiro e ela colombiana. Luz (32) veio atrás no namorado há três anos, com quem já mantinha um relacionamento na Colômbia. Aproveitou a oportunidade para terminar os estudos através de um intercâmbio. Ela diz que o Brasil e a Colômbia são muito parecidos e que aqui há oportunidades de trabalho. Entretanto, não nega que existem problemas. “A burocracia atrasa e dificulta muito a vida de quem chega aqui e quer se legalizar. Mesmo em departamentos públicos, dificilmente alguém fala alguma língua além do próprio português”. Ela também conta que pretende voltar para a sua terra natal daqui um tempo. Pergunto se posso fotografá-la e ela, muito educadamente, recusa. O motivo? O nome da revista. “Guerrilha tem uma conotação muito diferente na Colômbia”, ela diz. E completa: “Se você disser o nome da revista, muito provavelmente mais colombianos vão se negar a falar ou se deixar fotografar, pois estão justamente fugindo da guerrilha”.

Por fim, encontro uma senhora sentada na frente da escadaria da igreja. Rosse Mary Alvarez, que tem 55 anos e já está há 30 no Brasil. Veio terminar a faculdade de arquitetura e hoje trabalha no comércio. Acabou se tornando coordenadora do grupo de oração da igreja e aproveita a oportunidade para reclamar sobre a dificuldade que sente em relação a cultura da oração aqui no Brasil. Quando pergunto quais as suas esperanças para 2015, ela responde que “devemos ter esperanças nos políticos que elegemos nessas eleições, que eles mudem o que está errado e continuem o que está certo”.





» Gabriel Soares é fotojornalista pelo coletivo Guerrilha.
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