terça-feira, 10 de março de 2015

Escritório de Imigração de Québec em México








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Escritório de Imigração de Québec em México
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Palestras de informação

Modificações nas regras e nos procedimentos de imigração vigentes a partir de 1o de abril de 2014.

Para obter mais informações, clique na página Règles et procédures d’immigration (Regras e procedimentos de imigração).

O ministère de l’Immigration, de la Diversité et de l'Inclusion organiza palestras de informação sobre a vida, o trabalho, os estudos e a tramitação de imigração no Québec. Estas palestras são gratuitas e destinadas principalmente às pessoas francófonas ou francófilas cujas áreas de formação estejam em demanda no Québec (em francês) e que desejam imigrar para Québec. Nestas palestras, que duram de 1h30min a 2h, são abordados vários assuntos como:
As perspectivas de emprego e o mercado de trabalho;
A sociedade quebequense;
A aprendizagem da língua francesa;
A tramitação de imigração;
A instalação e o processo de integração.





IMPORTANTE

Antes de inscrever-se em uma das palestras de informação, aconselhamos que você preencha on-line a Avaliação Preliminar de Imigração. Você receberá instantânea e gratuitamente o resultado da avaliação sucinta das suas chances de ser selecionado por Québec.



Palestras de informação on-line

Você também pode assistir a uma palestra de informação on-line através de seu próprio computador. Para tanto, basta ter conexão Internet banda larga e inscrever-se neste tipo de palestra. Alguns dias antes da palestra em que você está inscrito, você receberá por e-mail os detalhes necessários à sua participação.
Palestra de informações temáticas

O ministère de l’Immigration, de la Diversité et de l'Inclusion também organiza palestras de informação temáticas, destinadas a um público alvo específico, por exemplo, palestras sobre estudos ou áreas da saúde, tecnologias da informação e comunicação.
Inscrição

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Calendário
Brasil
Palestras de informação Online -TODAS AS PROFISSÕES -

Brasil
Cidade/LinguagemDataHoraLugarVagas disponíveisInscrição
Curitiba, (TI e engenharias) 25/03/2015 18 h 45 FESP PR, Rua Doutor Faivre, 141 - Curitiba - Paraná, Auditorio Lotada
Recife, (TI e engenharias) 03/03/2015 18 h 45 Aliança Francesa Recife, Rua Amaro Bezerra, 466 - Derby, Recife Lotada
Recife 02/03/2015 18 h 45 Aliança Francesa Recife, Rua Amaro Bezerra, 466 - Derby, Recife Lotada
São Paulo 18/03/2015 18 h 45 SENAC, Consolação - Auditorio nobre, Rua Dr. Vila Nova, 228 – são Paulo – SP Lotada
São Paulo, (TI e engenharias) 19/03/2015 18 h 45 SENAC, Consolação - Auditorio nobre, Rua Dr. Vila Nova, 228 – são Paulo – SP Lotada
Belo Horizonte (Administração e Marketing) 24/03/2015 18 h 45 Campus I, CEFET-MG, Av. Amazonas, 5253 - Nova Suíça - 30421-169 Belo Horizonte - MG Lotada
Belo Horizonte 23/03/2015 18 h 45 Campus I, CEFET-MG, Av. Amazonas, 5253 - Nova Suíça - 30421-169 Belo Horizonte - MG Lotada
Belo Horizonte 24/03/2015 12 h 15 Auditório 1070 ,Faculdade de Ciências Econômicas da UFMG - FACE - Av. Antônio Carlos, 6627 - Belo Horizonte, MG Lotada
Campinas 16/03/2015 18 h 45 Auditório do Instituto de Artes da UNICAMP, Rua Elis Regina 50, Campinas-SP Lotada
Curitiba 26/03/2015 18 h 45 FESP PR, Rua Doutor Faivre, 141 - Curitiba - Paraná, Auditorio Lotada
Joao Pessoa 05/03/2015 18 h 45 UFPB, Auditório da Reitoria Lotada
Joao Pessoa 06/03/2015 18 h 15 UNIPE, Auditório Tarcísio Burity 39
Natal 10/03/2015 18 h 45 Aliança Francesa de Natal, Rua Potengi, 459 - Petrópolis, Natal Lotada
São Paulo (Estudar e viver no Québec) 17/03/2015 18 h 45 Aliança Francesa, Teatro. Rua General Jardim, 182, Centro, SP Lotada

Palestras de informação Online -TODAS AS PROFISSÕES -
Cidade/LinguagemDataHoraLugarVagas disponíveisInscrição
On-line / em português 22/01/2015 19 h 00 Horário de São Paulo / Desde seu computador Lotada
On-line / em português 12/02/2015 19 h 00 Horário de São Paulo / Desde seu computador Lotada
On-line / em português 17/02/2015 19 h 00 Horário de São Paulo / Desde seu computador Lotada
On-line / em português 15/04/2015 19 h 00 Horário de São Paulo / Desde seu computador Lotada
On-line / em português 22/04/2015 19 h 00 Horário de São Paulo / Desde seu computador Lotada
On-line / em português 29/04/2015 19 h 00 Horário de São Paulo / Desde seu computador Lotada
On-line / em português 30/04/2015 18 h 00 Horário de São Paulo / Desde seu computador Lotada
On-line / em português 06/05/2015 18 h 00 Horário de São Paulo / Desde seu computador Lotada
On-line / em português 13/05/2015 18 h 00 Horário de São Paulo / Desde seu computador Lotada
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On-line / em português 27/05/2015 18 h 00 Horário de São Paulo / Desde seu computador Lotada




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Última atualização : 2015-02-10

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Goianos são presos suspeitos de integrar quadrilha de imigração ilegal


Goianos são presos suspeitos de integrar quadrilha de imigração ilegal
Segundo a PF, segue foragido um mexicano que está nos Estados Unidos.
Grupo levou 150 imigrantes e movimentou quase R$ 3,5 milhões em 2 anos.




Autoridades falam sobre a Operação Coiote
(Foto: Paula Resende/ G1)

Cinco goianos foram presos, na manhã desta terça-feira (10), em Goiás e em Minas Gerais suspeitos de integrar uma quadrilha que levava brasileiros ilegalmente para os Estados Unidos. De acordo com a investigação da Polícia Federal, o grupo conduziu 150 imigrantes para o país norte-americano, movimentando quase R$ 3,5 milhões, em dois anos.

Denominada Operação Coiote, a ação contou com a participação de 200 policiais e o apoio da Organização Internacional de Polícia Criminal. Foram expedidos 54 mandados judiciais. Do total, 40 foram cumpridos em Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e Rondônia.

De acordo com o delegado regional executivo da Polícia Federal, Umberto Ramos Rodrigues, as investigações começaram no início de 2013 após a Embaixada dos Estados Unidos detectar uma alta incidência de vistos consulares que tinham a condição de militar. Ao checar com o Exército Brasileiro, notaram que os documentos não eram verdadeiros.
saiba mais
PF faz operação contra quadrilha suspeita de promover imigração ilegal

O delegado explicou que, logo nas primeiras diligências, foi possível identificar que o “palco principal das ações” estava em Piracanjuba, no sul de Goiás.

“Isso foi possível de ser identificado a partir do IP da máquina que fazia acesso ao site da Embaixada dos Estados Unidos para o agendamento do pedido de visto. Nós identificamos esse IP, o usuário dessa máquina e passamos a trabalhar em cima desse alvo e foi possível identificar que existia uma grande organização criminosa”, disse Rodrigues em entrevista coletiva.

A Polícia Federal informou que a quadrilha possuía três divisões bem definas. Duas delas, que atuavam em Minas Gerais e Goiás, focadas em captar pessoas interessadas em ir para os Estados Unidos. Já uma terceira vertente agia no Rio Janeiro com a falsificação de documentos.
Cerca de 200 policiais federais participaram da
operação (Foto: Reprodução/ TV Anhanguera)

Imigrantes ilegais
Os policiais constataram que integrantes da quadrilha intermediavam a aquisições de vistos consulares. Eles utilizavam documentos falsos ou adulterados, como extratos bancários, vínculos com universidades e empregatícios, para forjar a situação em que a pessoa se encontrava.

Segundo a PF, os imigrantes pagavam de R$ 15 mil a R$ 30 mil para ir ilegalmente aos Estados Unidos. O valor variava conforme a maneira que a pessoa desejava tentar entrar no país norte-americano.

Caso o visto não fosse emitido, os imigrantes tentavam entrar nos Estados Unidos ilegalmente, pela fronteira. De acordo com a PF, isso se dava de duas formas: viajando em veículos, ônibus e aviões; ou caminhando, por até quatro noites, até entrar em território americano.

No prazo de dois anos, estima-se que 150 brasileiros, sendo a maioria composta por goianos, entraram no país com o intermédio da quadrilha. Do total, Rodrigues acredita que apenas 30 conseguiram o visto com documentos falsos.

“Há uma série de dificuldades para se conseguir o visto. Os documentos falsos que foram aceitos não foram identificados porque eram ideologicamente falsos. Por isso, a maioria das pessoas ia ilegalmente”, disse o delegado.

Rodrigues informou ainda que, no período em que a quadrilha foi monitorada, quatro pessoas que tentaram entrar nos Estados Unidos não conseguiram. Assim, elas foram repatriadas. Não há informações de óbitos desses imigrantes ilegais, apenas de que alguns foram mantidos em cárcere privado até que entrassem nos país.

Chefe do Serviço Consular da Embaixada, Yolanda Parra afirmou que os brasileiros que se encontram ilegais ou com vistos feitos com documentos falsos podem ser deportados dos Estados Unidos. “Podemos incorrer em proibição permanente de entrar nos Estados Unidos”, disse.
PF e Interpol procuram por outro líder da quadrilha
(Foto: Reprodução/ Interpol)

Prisões
Dos 43 mandados de condução coercitiva, 30 foram cumpridos. De acordo com Rodrigues, entre as pessoas que serão ouvidas há pessoas que foram por intermédio da quadrilha aos EUA e já retornaram ao Brasil. Elas devem ser interrogadas nesta tarde.

Em Goiás, a polícia prendeu dois suspeitos em Piracanjuba e um em Goiânia. Outros duas pessoas foram presas em Minas Gerais.

Autoridades americanas também estão tomando as medidas necessárias para neutralizar os criminosos que se encontram nos Estados Unidos. Um deles é Jose Antonio Spinoza, de 34 anos. Com nacionalidade mexicana, ele é apontado pela PF como um dos chefes da quadrilha. "Ele atuava como coiote, pois conhece bem a fronteira, o melhor caminho para entrar nos Estados Unidos”, informou o delegado. Também há dez mandados de condução coercitiva a serem cumpridos nos EUA.

Os detidos devem responder pelos crimes de uso de documentos falsos, falsificação de documentos públicos e particulares e formação de quadrilha. Caso sejam condenados, eles podem pegar até 24 anos de prisão.

Rodrigues explicou que uma nova fase da investigação iniciou com a operação deflagrada nesta manhã. “Vamos fazer acariações, tentar identificar o patrimônio e checar se tem mais ramificações da quadrilha”, conclui o delegado.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Entenda como será o processo de imigração canadense a partir de 2015



Entenda como será o processo de imigração canadense a partir de 2015



31 Oct Entenda como será o processo de imigração canadense a partir de 2015
Posted at 22:33h in News by
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Recentemente, o governo canadense apresentou seu plano de imigração para 2015. Para quem está pensando em imigrar para o Canadá a partir daí, entenda como funcionará o programa, chamado de Expression of Interest (EOI):

De acordo com o ministro de imigração canadense, Chris Alexander, o novo programa funcionará em duas etapas. Primeiramente, será criado um grande lote de candidatos que deverão preencher uma aplicação online com os dados pessoais, experiências profissionais e acadêmicas. Ainda nesta etapa, os aplicantes deverão ainda manifestar seus interesses em imigrar ao Canadá.

Os governos estaduais e federal, além das empresas, terão acesso às aplicações para escolherem os candidatos que melhor atendam suas necessidades. Aqueles que forem selecionados, serão “convidados” para a segunda etapa, que consiste em aplicar para residência permanente.

“Os trabalhadores estavam levando uma década para chegar ao Canadá. Com este novo modelo, o objetivo é processar os pedidos em seis meses ou menos”, disse o ministro sobre as expectativas para o novo sistema.

Em tese, este sistema deve reduzir o tempo dos imigrantes para encontrar um emprego depois de chegarem ao Canadá, já que as empresas participam do processo de seleção. Além disso, o programa vai permitir que vagas de emprego sejam ocupadas de acordo com a demanda de cada região. E, ainda, por serem aplicações específicas, o tempo de espera dos candidados deverá ser menor.

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

MERCADO DE IMIGRAÇÃO NO BRASIL: SAIBA AS ALTERNATIVAS DE VISTOS E QUAL A MELHOR FORMA DE VIABILIZAR TRABALHO ESTRANGEIRO







Eventos - AHK



MERCADO DE IMIGRAÇÃO NO BRASIL: SAIBA AS ALTERNATIVAS DE VISTOS E QUAL A MELHOR FORMA DE VIABILIZAR TRABALHO ESTRANGEIRO

Tipo: Palestra


Palestrante: Vanessa Sayed | Advogada | ATENE CONSULTORIA JURÍDICA EM IMIGRAÇÃO E EMIGRAÇÃO

Vanessa Sayed é advogada inscrita na Ordem dos Advogados do Brasil em 2005. Atua na área imigratória e empresarial há mais de 11 anos. Na Atene, atuou como gestora da área de Inbound por 5 anos. Durante este desafio, foi responsável pela consultoria para a contratação de mão-de-obra estrangeira em consonância com a legislação trabalhista e legislação em vigor inerente às normas de imigração, conduzindo processos de expatriação de áreas diversificadas e participando de estratégias em projetos de expatriação de grandes corporações.
Atualmente é responsável pelo desenvolvimento de negócios na área de imigração e emigração.
A Atene é um escritório de consultoria jurídica na área de imigração e emigração que presta serviços na obtenção de autorizações de trabalho para estrangeiros e brasileiros, vistos em geral, legalizações e demais documentos brasileiros necessários para permanência regular no Brasil.





Tema: MERCADO DE IMIGRAÇÃO NO BRASIL: SAIBA AS ALTERNATIVAS DE VISTOS E QUAL A MELHOR FORMA DE VIABILIZAR TRABALHO ESTRANGEIRO


Sinopse: Particularidades na contratação de estrangeiros para trabalhar no Brasil e nas outras formas de obtenção de mão de obra estrangeira.
Entenda quais os trâmites e documentos legais necessários para quando a residência for temporária.
O que muda no procedimento em Residências Permanentes.





Idioma: Português


Data/Hora: às 13:00hs Até17:00


quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015


Local: Câmara Brasil-Alemanha, Rua Verbo Divino, 1488 - 3º andar, Chácara Santo Antônio - São Paulo-SP

Valor: Associado: R$90,00
 

Inscrições: Através do link abaixo:


Por:
E-mail: eventos@ahkbrasil.com
Telefone: 11 5187-5140





Inscrição: Clique aqui para se inscrever

Observações: Despesas com estacionamento correm por conta do participante!

Em caso de cancelamento da inscrição após o dia 23 de fevereiro não haverá reembolso ou crédito do valor.

Prazo: 24.02.15










Eventos

09.02.2015 - SP - Espaço Aberto - A Importância da Logística Integra...

10.02.2015 - SP - Prêmio von Martius de Sustentabilidade

19.02.2015 - SP - GIE de RH - Coaching como Ferramenta de Desenvolv...

02.03.2015 - SP - Oportunidades de Redução da Carga Tributária - Ada...

04.03.2015 - SP - Introdução à Gestão da Inovação

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10.06.2015 - SP - Design Thinking

05.08.2015 - SP - Congresso Ecogerma 2015

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Número de pedidos de refúgio cresce 800% em quatro anos no Brasil


Número de pedidos de refúgio cresce 800% em quatro anos no Brasil
Novos trabalhadores vêm de Bangladesh, de Gana, do Senegal, do Haiti, em uma das maiores ondas migratórias já registradas no país.




Os novos trabalhadores do Brasil vêm de Bangladesh, de Gana, do Senegal, do Haiti, em uma das maiores ondas migratórias já registradas no país. Como eles chegaram aqui? Por que vieram para cá? E como eles conseguem ficar, arranjar empregos, trabalhar? É o que você vê na reportagem de Felipe Santana.

A casa acabou de ser alugada por Billy, de 27 anos, senegalês que acertou os trâmites. Deixar o sapato do lado de fora é sinal de respeito. É um líder da comunidade. “Todos os últimos domingos do mês a gente se encontra aqui. Oramos, fazer a oração que temos que fazer”, ele diz.

Eles se preparam para o fim do Ramadã, o mês sagrado da religião islâmica. Nesse mês, muçulmanos, no mundo todo, mantêm jejum e abstinência sexual do amanhecer até o pôr do sol.

A casa é um pedaço do Senegal na cidade gaúcha de Caxias do Sul. A cidade de 500 mil habitantes recebeu 1,8 mil senegaleses nos últimos três anos. O que tem deixado muita gente assustada.

“Não acho justa a convivência deles aqui no meio da gente”, diz um morador.

“Sem falar todas as doenças que eles estão trazendo”, diz uma mulher.

“O pessoal daqui vai perder emprego por causa disso. Porque por qualquer mixaria eles estão trabalhando”, afirma um senhor.

“Acho que inclusive até aqueles que estão vindo aqui têm que ir embora!”, reclama uma senhora.

Agora, imagina como ficou a mesma cidade quando chegaram 300 ganeses de uma só vez, no mês passado, sem aviso. Eles nunca tinham sentido frio, até esse dia. No abrigo da igreja fazia 4°C.

Um grupo de 15 acordou cedo para um dia decisivo. A irmã Maria do Carmo cuida deles desde que chegaram.

Fantástico: Mas o que a senhora sentiu?
Maria do Carmo: Angústia, muita angústia. Até mesmo porque a gente sabe que não há um consenso do que deve ser feito ou não com relação a essas pessoas aqui.

Às 7h, todos estão com os documentos prontos. É o dia que eles vão pedir refúgio no Brasil.

Qualquer estrangeiro pode pedir refúgio no Brasil. Ao entrar com esse pedido, ele tem direito, automaticamente, a uma carteira de trabalho e a um CPF, até que o caso seja julgado. Mas, de acordo com a lei brasileira, esse estrangeiro só pode receber refúgio se comprovar que sofreu algum tipo de perseguição - política, religiosa ou étnica, por exemplo - no seu país de origem. Não é o caso da maioria dos ganeses que chegou ao Rio Grande do Sul. Eles estão no local em busca de emprego.

Veja o exemplo do Gerhardt. Ele é engenheiro de óleo em gás, tem pós-graduação, fala cinco línguas. E acabou de pedir refúgio ao Brasil. “Antes de vir eu pesquisei sobre a economia do Brasil na internet e decidi que aqui é um bom lugar para começar a vida. Em Gana, mesmo formado, eu não conseguia um salário de mais de R$ 600. E aí eu pensava: quando vou poder comprar um terreno, construir uma casa, casar, dar uma boa educação aos meus filhos?”, conta Gerhardt.

E foi com histórias assim que o número de pedidos de refúgio aumentou em 800% nos últimos quatro anos no Brasil.

“O Brasil faz propaganda pelo futebol. Pelé é negro. O Brasil tem brancos e negros. Eu sou negro. Eu me misturo nesse país.”, avalia Gerhardt.

O governo brasileiro emitiu 8,5 mil vistos para ganeses virem assistir à Copa do Mundo. Foi desse jeito que eles entraram no país. Mil e cem não voltaram depois da Copa.

O ganês Adams trabalhou como vendedor durante cinco anos para conseguir comprar a passagem para vir ao Brasil. “Eu usei a Copa do Mundo como um pretexto. Ia ser muito difícil entrar no Brasil se não fosse desse jeito. Em Gana, não é fácil conseguir um visto de viagem.”, conta Adams.
O sonho dele é ser jogador de futebol.

No abrigo em Caxias do Sul, duas semanas depois da primeira visita do Fantástico, todo os ganeses já tinham uma carteira de trabalho. Gerahrdt ainda nem sabe se seu pedido de refúgio será aceito, mas já está com a carteira de trabalho na mão e preenche o currículo para entregar pela cidade.

Às 9h um ônibus chega no abrigo para recolher trabalhadores para levar pra uma fábrica no interior do estado. Cerca de 20 ganeses foram levados para lá e o Fantástico acompanhou a viagem.

“Eu preciso trabalhar! Eu só quero agradecer a todos os brasileiros, porque eles gostam de todo mundo. Isso me fez amar o Brasil. Não tem racismo. Todo mundo é igual”, conta um dos ganeses.

“A necessidade da mão de obra faz com que a gente faça tudo isso. Que a gente invista em trazer essas pessoas para trabalhar, porque eles querem trabalhar”, conta Leticia Moreira, gestora do RH da fábrica.

Fantástico: Mas eles vão ganhar o mesmo salário que ganharia um brasileiro?
Gestora do RH da fábrica: Mesmo, mesmo salário. Os mesmos benefícios.

São duas horas de estrada até São Sebastião do Caí, cidade de 20 mil habitantes. Primeiro, os exames admissionais. Em nenhum ganês foi diagnosticada doença contagiosa ou que impeça o trabalho. Todos têm que tirar a barba. Só depois, vestem o uniforme para conhecer a fábrica de conservas. De acordo com um levantamento entre empresas da Serra Gaúcha, há 7 mil vagas abertas na região. Mas tem sido difícil atrair jovens brasileiros.

“Tem sido bastante difícil em função da alta. A geração Y não tem muita paciência nos postos de trabalho e quer os resultados de forma imediata”, avalia Claudio Oderich, diretor da empresa.

O dia já chegava ao fim quando o grupo de ganeses conheceu o novo lar. A casa que a empresa alugou por seis meses para que os 20 trabalhadores morem é uma casa de cinco quartos.

“Eu quero trabalhar aqui por muito tempo”, diz um deles.

Dividir o aluguel é comum entre imigrantes de todas as nacionalidades, no Brasil inteiro. Em Criciúma, Santa Catarina, 50 ganeses vivem em um porão de três cômodos, quase sem janelas.

“Muita gente continua chegando! E a gente tem que ajudar porque aqui é difícil alugar uma casa, conseguir um fiador. Você não pode deixar o irmão dormindo na rua”, conta um ganês.

*Brasília

Em Brasília, cinco jovens de Bangladesh têm uma situação um pouco mais confortável. Mas o caminho até o Brasil, para eles, foi bem diferente.

Faruk não chegou por conta própria. Há um ano, pagou R$ 35 mil a uma pessoa que o levaria até a fronteira do Brasil. Ou seja, um coiote. Voou de Daca, capital de Bangladesh, para Dubai; de lá para São Paulo; depois passou pelo Peru até chegar à Bolívia. De lá, um grupo de imigrantes foi levado pelos coiotes para a fronteira com o Brasil. Ele não sabia que ia ser assim. Achava que tinha pago por um visto.

“Eu protestei: ‘cadê o meu visto?’ Ele não deu. Bateu em mim e falou: ‘você precisou ir para o Brasil’”, conta Faruk.

Faruk e o grupo foram obrigados a entrar na floresta para atravessar a fronteira ilegalmente. “Eu andei no mínimo três horas, dentro da floresta, para passar da fronteira do Brasil”, lembra Faruk.

Depois, foi todo mundo para dentro de um caminhão até Cuiabá. “Todas as pessoas só chorando e chamando por Deus. Três dias e eu não sabia como chamar ‘água’. Muito difícil. Não como carne de porco, mas eu acho que eu comi”, conta Faruk.

De Cuiabá, foi colocado em um ônibus para Brasília, e ainda não tinha o visto prometido pelo coiote. Para ficar no Brasil, então, ele foi orientado a pedir refúgio, como o Billy, o Gearhrdt e o Adams.

No ano passado, 1.940 bengalis solicitaram refúgio ao Brasil. Apenas quatro pedidos foram aceitos. Faruk ainda não teve resposta do seu pedido. Como Faruk já estava trabalhando, e o pedido de refúgio dele, provavelmente seria negado, o caso dele acabou parando no Ministério do Trabalho.

“No final do ano passado, fomos confrontados com uma situação em que existe um grupo relativamente grande de trabalhadores que estavam empregados e havia o receio dos seus pedidos de refúgio serem negados pelo governo brasileiro”, conta Paulo Sérgio de Almeida, presidente do Conselho Nacional de Imigração.

O Ministério do Trabalho resolveu dar um jeito de regularizar os trabalhadores estrangeiros.

“Esses casos foram encaminhados ao Conselho Nacional de Imigração, que acabou analisando esses casos como situação especial, entre aspas, e garantindo documentos, garantindo a possibilidade desses trabalhadores estrangeiros permanecerem no nosso país”, explica Almeida.

Em 2012, 27 mil carteiras de trabalho foram expedidas para estrangeiros. Em 2013, foram 41 mil. O próprio governo sabe que dar vistos em caráter extraordinário a quem pede refúgio não é o jeito certo de resolver a questão.

Fantástico: Solicitar o refúgio é driblar a nossa lei de imigração?
Presidente do CNIG: Acaba que muitas vezes a nossa legislação é antiga, ultrapassada. Ela, por exemplo, proíbe a regularização migratória de um estrangeiro. Proíbe.

A lei de imigração vigente no Brasil é da época da ditadura. “Nós herdamos uma lei que permite ao Estado fazer com o estrangeiro o que ele quiser: expulsá-lo, decidir se ele fica no país ou não. Bom, isso é incompatível com a nossa Constituição de 1988 e com os acordos internacionais que o Brasil subscreveu”, diz Deisy Ventura, professora de direito internacional da USP.

“Eu avalio como uma lei que precisa ser urgentemente modificada”, diz o presidente do CNIG.

O governo criou uma comissão de especialistas para discutir mudanças na legislação. Deisy Ventura, pesquisadora da Universidade de São Paulo, participou dessa comissão. O grupo propõe, em primeiro lugar, a criação de uma autoridade nacional migratória e a criação de um visto temporário para que o imigrante procure emprego, legalmente, no Brasil.

“Se ela consegue esse trabalho, ela pode converter essa autorização em uma residência temporária ou residência permanente”, explica Deisy Ventura.

Esses pontos estão em um anteprojeto de lei, obtido pelo Fantástico, que foi encaminhado pelo grupo de pesquisadores ao Ministério da Justiça. Mas ainda não há previsão de quando ele será analisado pelo governo e quando vai para o Congresso.

“Qual a sociedade eu quero daqui a dez anos? É uma sociedade de guetos? É uma sociedade aonde algumas pessoas estão à margem, são de uma cultura diferente, tem uma cor diferente, uma religião diferente? Ou eu quero uma sociedade sadia, saudável, onde as pessoas possam crescer, se desenvolver de forma harmônica, saudável?”, questiona Maria do Carmo.

O Brasil foi obrigado a lidar com essa situação quando milhares de haitianos chegaram a Brasiléia, no Acre. Sobreviventes do terremoto de 2010 que arrasou o país atravessaram a Floresta Amazônica em busca de emprego. Eles não poderiam ficar no Brasil, segundo nossa lei de imigração. O governo também arranjou um jeito temporário de regularizá-los. Até agora, concedeu vistos humanitários para 30 mil haitianos, que também receberam uma carteira de trabalho.

Eles vão tentando construir a vida por aqui. O Brasil deu para o haitiano Claudel mais do que um emprego – ele agora tem uma filha. “Nasceu aqui, ela é brasileira já, então tem que chamar ela de nome brasileiro, se chama Ana Clara”, diz o haitiano.

Ana Clara está matriculada na creche municipal. Em Criciúma, Santa Catarina, Claudel trabalha na construção. Ainda não conseguiu erguer o banheiro da própria casa. Mas isso por enquanto é detalhe.

“O brasileiro fala: ‘Irmão! Irmão do fundo do meu coração!’ Se o povo está feliz de me ter, tenho que ficar feliz também!”, diz Claudel.

Ele não sabe por quanto tempo poderá ficar no Brasil. Cada dia o trabalho, se torna uma batalha pelo direito mais básico.

“Trabalhar é liberdade, tem que trabalhar”, define.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Aumenta fuga de cubanos para EUA apos anuncio de aproximação



Migração
Aumenta fuga de cubanos para EUA após anúncio de aproximação
Em dezembro, 481 cubanos foram capturados no mar ou chegaram à costa dos Estados Unidos

Publicado em 05/01/2015, às 21h39






AFP


Nos primeiros dias de janeiro, as autoridades americanas detiveram 96 imigrantes cubanos que tentavam chegar ao estado da Flórida a bordo de balsas
Foto: Marina Italiana


O número de "balseiros" cubanos que chegaram aos Estados Unidos ou foram capturados no mar mais do que dobrou no mês de dezembro em relação ao mesmo período de 2013, após o anúncio da aproximação entre Washington e Havana, informou nesta segunda-feira a Guarda Costeira.



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Em dezembro, 481 cubanos foram capturados no mar ou chegaram à costa dos Estados Unidos em 37 eventos, assinalou a Guarda Costeira em um comunicado.

"Isto é um aumento de 117% em relação a dezembro de 2013", destaca o texto.

Nos primeiros dias de janeiro, as autoridades americanas detiveram 96 imigrantes cubanos que tentavam chegar ao estado da Flórida a bordo de balsas, colocando sua vida em risco.

Em resposta ao incremento da imigração irregular, a Guarda Costeira ampliou seu patrulhamento em torno da Flórida, cujo ponto mais austral está a apenas 144 km de Cuba.

Nesta segunda-feira, a Guarda Costeira repatriou 121 cubanos detidos nos últimos dias.

O aumento do número de balseiros ocorre após o presidente americano, Barack Obama, e seu colega cubano, Raúl Castro, anunciarem a decisão de caminhar para a normalização das relações diplomáticas após meio século de rompimento.

O número de "balseiros" cubanos que viajam para os Estados Unidos cresceu 75% entre 2013 e 2014, de 2.129 a 3.722, segundo a Guarda Costeira.